Logo após Donald Trump assumir o cargo de presidente dos Estados Unidos, todos os embaixadores foram demitidos sem que houvesse substitutos anunciados.
Trump exigiu que todos os enviados ao redor do mundo, nomeados pelo ex-presidente Barack Obama, deixassem seus postos ao meio-dia da sexta-feira passada, sem opção de adiamento. Sua equipe de transição havia anunciado em 23 de dezembro que não haveria exceções para os embaixadores que solicitassem a extensão da permanência além do dia da posse, diferentemente de outros presidentes — mesmo para aqueles com crianças pequenas.
É uma política comum que os embaixadores nomeados por razões políticas renunciem no início de um novo governo. É menos comum, porém que, na época da posse, ainda não haja substitutos escolhidos.
Cerca de 80 embaixadores de países e agências foram descartados de uma só vez. Embaixadores de carreira, como o do Brasil, Michael McKinley, que chegou ao país este mês, permanecerão no cargo.
A medida agora ameaça deixar muitos países por meses sem enviados confirmados pelo Senado, além de cortar uma linha direta com o presidente, inclusive para aquelas nações que têm relações sensíveis com os EUA. Isso inclui a Alemanha, o Reino Unido e o Canadá, bem como outros aliados críticos.
Além disso, países como China, Índia, Japão e Arábia Saudita também estarão procurando substituições. O processo de nomeação de embaixadores politicamente designados costuma demorar bastante no Congresso. (AG)
