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A greve dos caminhoneiros derrubou a produção industrial em 14 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em maio

A produção no Rio Grande do Sul caiu 11% em relação a abril. (Foto: Freepik)

A produção industrial brasileira caiu em 14 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na passagem de abril para maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11). Apenas o Pará teve alta na produção no período (9,2%), depois de uma queda de 8,5% em abril. Segundo o IBGE, a queda foi motivada principalmente pela paralisação dos caminhoneiros no final de maio, que afetou o processo de produção em várias unidades industriais do País.

Seis Estados tiveram quedas superiores à média nacional – de 10,9% – no período: Mato Grosso (-24,1%), Paraná (-18,4%), Bahia (-15%), Santa Catarina (-15%), São Paulo (-11,4%) e Rio Grande do Sul (-11%). Os outros locais com queda na produção foram Goiás (-10,9%), Minas Gerais (-10,2%), Pernambuco (-8,1%), Rio de Janeiro (-7%), Ceará (-4,9%), Amazonas (-4,1%) e Espírito Santo (-2,3%). Além de analisar separadamente os desempenhos de Ceará, Pernambuco e Bahia, o IBGE também analisa o comportamento conjunto dos nove Estados da Região Nordeste, que tiveram queda de 10% na produção.

Comparação com o ano anterior

Na comparação com maio do ano passado, a indústria teve redução de 6,6%. A produção recuou em 12 dos 15 locais pesquisados. Goiás (-15,7%), Mato Grosso (-14,7%), Bahia (-13,7%), Paraná (-12%), Rio Grande do Sul (-10,8%) e Região Nordeste (-10,3%) assinalaram as quedas mais intensas, pressionados principalmente pelos recuos observados nos setores de produtos alimentícios (açúcar VHP e cristal) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico e biodiesel). Tiveram alta apenas os Estados do Pará (6%), Amazonas (4,5%) e Rio de Janeiro (0,9%).

No acumulado do ano, no entanto, a indústria teve desempenho positivo em oito locais. A principal alta foi observada no Amazonas (17,9%). Sete locais tiveram queda, sendo o Espírito Santo o Estado com maior recuo (-5,1%). Já no acumulado de 12 meses, o desempenho da indústria se mostra melhor, ao registrar alta em dez dos 15 locais, com destaque, mais uma vez, para o Amazonas (10,4%). Dos cinco locais em queda, Espírito Santo também obteve o pior resultado (-1,9%).

Refrigerantes

O Senado aprovou na terça-feira (10) a proposta que revoga decreto do presidente Michel Temer e mantém benefícios tributários para a indústria de refrigerantes na Zona Franca de Manaus. Os incentivos foram cortados para bancar parte da fatura de R$ 13,5 bilhões do “bolsa caminhoneiro”, pacote de subsídios dado pelo governo para reduzir o valor do diesel e pôr fim à greve no setor de transporte de cargas.

A decisão do governo de suspender os benefícios aos refrigerantes deflagrou um intenso lobby do setor junto à equipe econômica para tentar reverter a medida. Enquanto isso, a bancada do Amazonas, que não quer perder o apoio da indústria de bebidas na Zona Franca de Manaus em pleno ano eleitoral, articulou um projeto de decreto legislativo para revogar a iniciativa do Poder Executivo.

O incentivo, na prática, permite que as empresas que compram o concentrado de refrigerantes produzido na Zona Franca de Manaus não paguem tributos, devido aos descontos que recebem do governo.

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