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As candidaturas femininas têm número recorde nas primárias das eleições legislativas dos Estados Unidos

Ao todo, 182 candidatas venceram primárias e poderão concorrer às 435 cadeiras da Câmara dos Representantes. (Foto: Reprodução)

O avanço das primárias estaduais dos partidos Democrata e Republicano nos Estados Unidos, voltadas para a definição dos candidatos a disputar as eleições legislativas de novembro, que também elegerão 36 governadores, revelou que um número recorde de mulheres concorrerão a cargos políticos no país, fenômeno que foi batizado de “onda rosa” pela imprensa americana. Em alguns Estados, candidatas venceram nomes tradicionais dos respectivos partido, e em outros as disputas se darão entre duas mulheres.

Ao todo, 182 candidatas venceram primárias e poderão concorrer às 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, um número que superou o recorde anterior, de 2016, quando 167 mulheres se saíram vitoriosas. O número de candidaturas femininas nas primárias também foi recorde — 476 delas disputaram a nomeação.

Atualmente, 84 mulheres exercem mandato no Congresso, o que representa 19,3% do total de congressistas. Nas disputas por governos estaduais, serão 11 candidaturas femininas, que também batem o último recorde, de 1994. A maioria das candidatas são democratas. Os números, no entanto, podem aumentar, já que pelo menos seis mulheres lideram primárias que ainda não foram concluídas.

Em muitos casos, as bandeiras identitárias levantadas pela esquerda americana se tornaram a base das candidaturas femininas diante do governo conservador de Donald Trump.

É o caso de Sharice Davids, de 38 anos, descendente da tribo nativa Ho-Chunk e homossexual, que venceu a disputa no seu distrito no Estado de Kansas, no meio oeste americano, e poderá se tornar a primeira nativo-americana do Congresso americano.

As eleições legislativas dos Estados Unidos ocorrem nas duas metades dos mandatos presidenciais. Atualmente, tanto a Câmara quanto o Senado são controlados pelos republicanos.

Depois da derrota da democrata Hillary Clinton para Trump na disputa pela Casa Branca, em novembro de 2016, há uma expectativa para que os democratas retomem o controle de pelo menos uma das casas legislativas. Pelo Twitter, o presidente americano pareceu ironizar o fenômeno da “onda rosa”: “ONDA VERMELHA!”, escreveu o bilionário em referência à cor do partido Republicano.

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