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Bola de Ouro: voto de país africano é atribuído a jornalista que não existe e a jornal fechado há seis anos

Luka Modric com a Bola de Ouro. (Foto: Reprodução)

A eleição da Bola de Ouro, prêmio dado pela revista “France Football” aos melhores futebolistas do mundo, está envolvida em uma polêmica. Comores, arquipélago da costa leste da África, foi representado na votação pelo jornalista Abdou Boina, que trabalharia, supostamente, no “albaladcomores.com”. O problema é que o veículo está fechado desde 2012, e um dos antigos funcionários diz que não conhecia nenhum Abdou Boina.

“Fico surpreso de ver que o diário “Albalad Comores” existe. Esse jornal está fechado há seis anos. E nele, nunca houve um repórter chamado Abdou Boina”, disse Toiminou Abdou, que trabalhou no “Albalad Comores, a outro periódico do país africano, o “Al-watman”.

Quem também se pronunciou sobre o caso foi o presidente da Associação Comorense de Jornalistas Esportivos (ACJS), Stépahne Ahamadi: “Não há registros de nenhum Abdou Boina. Eu poderia entender o erro da “France Football” se o repórter fosse de um órgão de imprensa existente, mas não é”.

Pela relação de votos que foi divulgada, Boina teria escolhido Mbappé como o vencedor da Bola de Ouro. Na opinião do “jornalista” de Comores, Modric, o verdadeiro ganhador, ficou em segundo lugar, Cristiano Ronaldo em terceiro, Hazard em quarto e Salah em quinto.

Vale lembrar que, na Bola de Ouro, um jornalista de cada país pode escolher um vencedor entre os 30 jogadores finalistas do prêmio. Os critérios são o desempenho do atleta dentro de campo, o histórico no futebol e também o comportamento fora das quatro linhas.

Além do problema na identificação do jornalista e do veículo de comunicação de Comores, a premiação da Bola de ouro cometeu outro equívoco com o país africano. A bandeira usada para identificar os votos comorenses é antiga – foi substituída em 2001.

Troféu Kopa

Mbappé, atacante do PSG e da seleção francesa, venceu Troféu Kopa, que contempla os melhores jogadores sub-21 na temporada.

“Muito feliz por vencer, foi um ano formidável graças aos companheiros do PSG e, principalmente, aos companheiros de seleção. O que nós conseguimos com a camisa da França foi uma marca formidável. (Esta) é uma motivação suplementar para continuar trabalhando”, disse no palco, ao lado do ex-jogador e apresentador do evento, David Ginola.

Mbappé, de 19 anos, era o grande favorito numa lista de 10 atletas, entre eles o brasileiro Rodrygo, do Santos, e já negociado com o Real Madrid. Ele também superou Aouar (Lyon), Alexander-Arnold (Liverpool), Cutrone (Milan), Doan (Groningen), Donnarumma (Milan), Haidara (RB Salzburg), Kluivert (Roma) e Pulisic (Borussia Dortmund).

O inédito prêmio é uma homenagem ao ex-meia-atacante francês Raymond Kopa, destaque pelo Real Madrid e seleção de seu país na década de 50. Os eleitores foram todos os vencedores vivos da Bola de Ouro.

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