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Ciro Gomes passou por uma cirurgia na próstata em São Paulo

Ciro Gomes deve ter alta até o final da semana. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que disputou as eleições presidenciais pelo PDT, realizou na última segunda-feira (19), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, uma cirurgia na próstata para tratamento do crescimento benigno da glândula.

Em nota em sua conta no Instagram, Ciro Gomes diz que “o procedimento, realizado pelo dr. Miguel Srourgi, transcorreu com normalidade”.

Ciro Gomes deve receber alta até o final desta semana, segundo a nota.

Cirurgia durante a campanha

Durante a campanha eleitoral, Ciro Gomes precisou fazer um procedimento cirúrgico também no Sírio-Libanês. No dia 25 de setembro, Ciro foi “submetido a uma intervenção cirúrgica de menor porte com cauterização das áreas hemorrágicas”. O procedimento foi endoscópico, sem corte, e durou 30 minutos.

Na época, o hospital divulgou o boletim médico afirmando que “no futuro, talvez torne-se necessária novas avaliações para se evitar repetição de episódios semelhantes”.

Sem risco à democracia

Ao conversar recentemente com investidores, Ciro Gomes (PDT) disse que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) não representa “um risco para a democracia”. Segundo o site da revista Veja, na avaliação do candidato que terminou a corrida presidencial em terceiro lugar, o presidente eleito não tem “vontade” e dar um golpe de Estado e nem haveria meios para tanto “à essa altura do campeonato”.

A palestra de Ciro foi feita para um grupo de investidores da XP na semana passada, em São Paulo. No evento, ele também disse que ele e o PDT, “diferentemente dos petistas, não praticarão uma oposição raivosa ao futuro governo”. Ciro recebeu 12,50% dos votos válidos no primeiro turno das eleições.

O pedetista não foi o único candidato à Presidência derrotado que se reuniu com investidores depois das eleições. No fim de outubro, Geraldo Alckmin (PSDB) também participou de uma palestra na capital paulista. Na ocasião, o tucano afirmou que faria uma oposição “a favor do Brasil” nos próximos anos. Ele terminou o primeiro turno em quarto lugar, com 4,76% dos votos válidos.

Oposição

Os candidatos derrotados à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) tiveram um encontro no início do mês em Brasília no qual discutiram a “defesa das instituições” e a formação de uma “oposição democrática” ao governo Jair Bolsonaro (PSL).

Ciro Gomes foi o terceiro colocado no primeiro turno, com 13,3 milhões de votos (12,4%). Marina Silva ficou em oitavo, com 1 milhão (1%). O PDT elegeu 28 deputados federais e a Rede, 2. A partir de 2019, o PDT terá 4 parlamentares no Senado e a Rede, 5.

Ciro Gomes disse que foi ele quem procurou a ex-presidenciável para o encontro, na sede da Rede, partido de Marina.

“Falamos sobre o futuro do Brasil, principalmente em relação à defesa da institucionalidade democrática, dos interesses nacionais e da pauta das populações mais vulneráveis”, afirmou Ciro em mensagem publicada no Twitter.

“Trocamos ideias sobre o desafio de uma oposição democrática, que seja comprometida com o desenvolvimento sustentável, a defesa das instituições e do interesse nacional”, disse Marina, também pelo Twitter.

No segundo turno da eleição presidencial, o PDT, partido de Ciro, declarou “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT), mas o ex-candidato não se pronunciou a favor do petista. Ele somente se disse contrário à candidatura Bolsonaro.

A Rede, de Marina Silva, recomendou aos filiados “nenhum voto” em Bolsonaro. A ex-presidenciável manifestou “voto crítico” em Haddad.

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