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Fechamento da fronteira com a Venezuela afeta a economia do Brasil

Exportações pararam, e Receita calcula os prejuízos em R$ 5 milhões por dia. (Foto: Reprodução)

A Venezuela parou de fornecer energia elétrica para Roraima. E as falhas no abastecimento não são o único problema provocado pela crise venezuelana para os brasileiros, na região da fronteira. Quarenta e nove brasileiros conseguiram voltar no início do mês para casa depois de uma negociação entre representantes do Itamaraty e autoridades venezuelanas.

A fronteira do Brasil com a Venezuela está fechada por determinação do presidente Nicolás Maduro. Só passa quem se arrisca em rotas clandestinas ou tem a permissão de militares venezuelanos. Nas escolas em Pacaraima, os reflexos são as cadeiras vazias. Mais de 30% dos alunos da cidade vivem em Santa Helena de Uairén, na Venezuela; 600 crianças estão sem estudar.

O comércio de Pacaraima também sofre as consequências: sem os venezuelanos, as vendas caíram mais de 90%. As exportações pararam. A Receita Federal calcula os prejuízos em R$ 5 milhões por dia.

Desde 2001, a energia que chega a Roraima vem da hidrelétrica de Guri, na Venezuela, mas há dois dias o fornecimento do outro lado da fronteira parou. Para manter o abastecimento, a distribuidora do estado está usando quatro termoelétricas a diesel. O governo brasileiro compra a energia venezuelana. Roraima é o único estado do país que não está interligado ao sistema elétrico nacional. Os comerciantes reclamam dos prejuízos.

Visita aos EUA

Depois de anos desgastada pela falta de resultados concretos e instabilidade político-econômica do lado brasileiro, a relação entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil começa a se revitalizar. Neste domingo (17), o presidente Jair Bolsonaro chegou a Washington para sua primeira visita oficial nos Estados Unidos. Será, também, sua primeira reunião com o presidente Donald Trump.

A visita de trabalho dá continuidade a uma reaproximação bilateral que começou no governo do presidente Temer e que se fortalece desde a eleição do Presidente Bolsonaro. O encontro, em si, tem caráter simbólico. Do lado brasileiro, manda uma mensagem de priorização do Estados Unidos face a China e a Rússia. Menos BRICS, mais EUA.

Do lado americano, ter convidado o residente Bolsonaro à Blair House, a casa de hóspedes da Casa Branca, geralmente reservada para visitas de Estado, indica que o mandatário Brasileiro será recebido com pompa e circunstância, dando a devida importância a esse momento na relação bilateral.

No entanto, resultados concretos não virão desta vez. Fora o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, que será assinado durante a visita, não estão na pauta outros acordos de caráter vinculante. O apoio tão esperado para entrar à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) parece improvável, já que algumas alas do governo americano ainda não estão convencidas de que o Brasil realmente quer liberalizar a economia.

Para além da relação bilateral, a Venezuela será o principal item na agenda do lado americano. Com uma crise humanitária do lado de casa, e com o apoio de quase todos os países da América do Sul, o Brasil estaria disposto a assumir um papel de liderança, ao lado da Colômbia, para resolver a crise? Essa é a dúvida dos analistas em Washington. O tema é uma prioridade para o lado americano e pode afetar a credibilidade do Brasil desde a perspectiva americana e a relação bilateral a futuro.

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