Segunda-feira, 20 de abril de 2026

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Colunistas Governo gaúcho aposta no diálogo e na transparência para aprovar projetos duros para servidores

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Governador Eduardo Leite assinou lei que regulamenta contratos emergenciais.. (Foto: Renato Alves/Agência Brasília)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O governador Eduardo Leite sinalizou ontem, na prática, que vai estabelecer um diálogo não apenas com a sua base política na Assembleia Legislativa, para buscar apoio à aprovação de uma série de projetos duros para os servidores, na medida em que retiram uma série de vantagens nas diversas carreiras. Este diálogo inclui sindicatos de servidores e deputados da oposição, antes da remessa do texto final para o Legislativo.

Regulamentando as contratações de professores

Ao assinar a lei que regulamenta, até o próximo ano, o processo de contratos temporários de professores e outros servidores, o governador foi enfático ao garantir que seu foco será mudar estruturas que se tornaram inviáveis com o decorrer dos anos. A lei assinada ontem foi resultado de um intenso diálogo que teve o protagonismo do líder do governo no Legislativo, Frederico Antunes; do chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, do Secretário da Educação Faisal Karam, e dos deputados que compõem a Comissão de Educação da Assembleia. Foi um ensaio do diálogo que o governo espera contar no encaminhamento dos projetos dos servidores.

No “fundo do poço”

O secretário da Educação, Faisal Karam, tem conversado com desenvoltura com deputados da base, da oposição e com os sindicatos. Seu discurso é extremamente realista: “Chegamos ao fundo do poço. Não tem mais para onde ir. Precisamos deixar para trás aquelas coisas que não deram certo”. Ele aponta números importantes: até agosto, 4.185 professores pediram aposentadoria e a reposição destes quadros, no atual modelo existente, é impossível. Karam sugere ainda que não há como manter turmas com cinco alunos. “Tampouco concordo com turmas com 50 alunos”, adverte.

O diálogo com os sindicatos

O governador Eduardo Leite manteve ontem diálogo direto com os sindicatos dos professores e dos Servidores estaduais para apresentar a minuta dos projetos que alteram todas as carreiras do funcionalismo. A primeira reação do Cpers foi, naturalmente, de sinalizar para uma greve.

Punição rigorosa para preso que desrespeita tornozeleira

Andou bem a Comissão de Constituição e Justiça do Senado ao aprovar ontem projeto do senador gaúcho Lasier Martins (Podemos-RS) para punir o condenado que desobedecer a distância máxima permitida pela sua tornozeleira eletrônica. O PLS 207/2017, que classifica o descumprimento das regras de uso da tornozeleira como falta grave, segue agora para a Câmara dos Deputados.”Pelo meu texto aprovado, o infrator pode deixar de ser beneficiado com saídas temporárias ou com a prisão domiciliar se descumprir deveres impostos aos monitorados”, explica Lasier.

Suspeita de corrupção e trabalho escravo, senadora quer afastar Deltan Dallagnol

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO) pediu ao Conselho Nacional do Ministério Público o afastamento do procurador Deltan Dallagnol. O curioso é que a senadora e seu marido, o engenheiro agrônomo Moisés Pinto Gomes, já foram investigados pela Procuradoria-Geral da República por suspeita de recebimento de valores da empreiteira Odebrecht durante sua campanha eleitoral em 2014. Além disso, a senadora do PSD Kátia Abreu foi denunciada recentemente por trabalho escravo, crime ambiental e grilagem de terras.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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