Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de agosto de 2015
O homem que atropelou dois garis na avenida Ipiranga, em Porto Alegre, na manhã desta quarta-feira (26) não estava sob efeito de bebidas alcóolicas, segundo o delegado Amílcar Souza Neto. “Ele foi submetido ao teste com etilômetro, mas não acusou presença de álcool”, afirmou Neto.
Agora, a Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito. Tiago dos Santos, de 30 anos, e Luiz Eduardo Munhoz, de 36 anos, foram encaminhados para atendimento médico. Munhoz segue internado em estado grave no Hospital de Pronto-Socorro.
Após o incidente, o motorista, que estava em um Fiat Uno, teria sido agredido por colegas dos trabalhadores, conforme depoimento prestado na DHPP (Delegacia de Homicídios e de proteção à Pessoa). O veículo dele foi jogado no arroio Dilúvio.
“O homem alegou mal súbito e foi constatado que ele tem problemas cardíacos, mas a investigação vai apurar a autoria e responsabilização de cada um dos envolvidos”, informou o agente.
O motorista poderá ser responsabilizado por lesão corporal culposa de trânsito e os garis por dano e lesão corporal, de acordo com o delegado.
NOTA
Em nota oficial, o DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana) de Porto Alegre declarou que os garis que se “exaltaram” após o incidente serão ouvidos e que aguarda informações da perícia para “a tomada ou não de providências. Leia abaixo a íntegra da nota do DMLU:
“Quanto ao acidente de carro que atingiu dois garis, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana e a Cootravipa, que realizava a roçada da avenida Ipiranga junto ao Arroio Dilúvio, esclarecem o que segue:
1) Os serviços de limpeza realizados em vias públicas possuem projeto de sinalização viário assinado por engenheiro de segurança com ART.
2) Os garis recebem treinamento e orientação constante não apenas para posicionarem os cones nas vias, como também para uso adequado de EPIs e equipamentos de segurança coletivos.
3) Os técnicos em segurança do trabalho da Cootravipa, coordenados pelo técnico Sidnei Mateus Freitas Marques, acompanham as equipes na largada do serviço e fazem inspeções ao longo de todo o dia nas equipes de rua. No caso da Avenida Ipiranga, o técnico Leandro Gonçalves da Silva trabalha exclusivamente na via monitorando as atividades.
4) O DMLU exige este tipo de cuidado e fiscaliza o cumprimento dos mesmos por meio do Setor de Segurança do Trabalho.
5) O coordenador do Serviço Especializado em Medicina e Segurança do Trabalho da Cootravipa, Sidnei Mateus Freitas Marques, garante que os cones de sinalização do local do acidente estavam posicionados corretamente.
6) Em 20 anos de prestação de serviços ao DMLU, esta é a primeira vez que a Cootravipa registra este tipo de acidente durante serviço de roçada.
7) Os garis que se exaltaram após o incidente serão chamados pela direção da Cootravipa para reunião, pois este não é o posicionamento da Cootravipa, tampouco do DMLU.
8) A Direção-Geral do DMLU lamenta o ocorrido e aguardará as informações da perícia para a tomada ou não de alguma providência.”
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