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Luciano Pinto: “Voto em lista fechada serve para proteger os envolvidos na Lava-Jato”

Luciano Pinto (Foto: Banco de Dados)

“O voto em lista fechada é um artifício antidemocrático, e a sua aprovação vai impedir o processo de renovação da política que a sociedade vem exigindo”, afirma o presidente da Famurs (Federação das Associações de Municípios do RS), Luciano Pinto.

O dirigente municipalista conversou ontem com este colunista, avaliando o cenário político, a partir da nova e devastadora delação premiada que atinge a mais de uma centena de políticos, de diversos partidos políticos. Luciano Pinto avalia que “a esmagadora maioria dos prefeitos com os quais tenho dialogado, expressando um sentimento das suas comunidades, é contra o voto em lista, que vem sendo costurado na reforma política em andamento no Congresso”.

Para ele, “o voto em lista fechada é um golpe destinado a garantir o foro privilegiado para os políticos envolvidos nas denúncias da Lava-Jato”. Por este processo, explica, “novas lideranças jamais conseguirão ocupar espaço político, porque os figurões estarão no topo da lista dos partidos, e o eleitor dará um voto no escuro”.

A nova delação: uma bomba

O dirigente da Famurs faz referência à decisão do relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Michel Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas, um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 24 outros políticos e autoridades que, apesar de não terem foro no tribunal, estão relacionados aos fatos narrados pelos colaboradores.

O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado.

Gaúchos na lista de Fachin

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal vai investigar, no âmbito da Lava-Jato, um grupo pluripartidário de parlamentares gaúchos: deputados Marco Maia e Maria do Rosário, do PT; Yeda Crusius, do PSDB; Onyx Lorenzoni, do DEM, e o ministro Eliseu Padilha. Trata-se, é importante frisar, da etapa de investigação, que poderá ou não redundar em abertura de processo.

Quantos cargos?

Há controvérsia em relação ao total de cargos que o PDT detém no governo do Estado. A coluna, com base em fonte confiável, indicou ontem que seriam 214. Outra fonte, igualmente confiável, garante que os cargos de confiança se aproximam de 300.

Amigos para sempre?

Já foram melhores as relações de amizade entre o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski.

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