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Manifestações pelo clima são marcadas por confrontos e prisões em Paris

Polícia usou gás lacrimogêneo em confronto com black blocs infiltrados na marcha pelo clima em Paris. (Foto: Andrea Mantovani/Grenpeace)

Mais de cem manifestantes foram presos durante uma manifestação contra as mudanças climáticas em Paris (França), neste sábado (21), após confrontos com a polícia. A infiltração de cerca de mil black blocs no protesto levou a uma série de incidentes e fez com que ONGs pedissem que o público abandonasse a marcha. No início da tarde, 137 pessoas tinham sido detidas e 174 multadas nas áreas onde era proibido se manifestar, segundo a polícia. Pelo menos 7,5 mil homens das forças de segurança foram mobilizados para evitar tumultos e vandalismo na capital da França. As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias AFP.

O clima era tenso na capital francesa, onde ocorreram várias marchas simultaneamente: além da manifestação pelo clima, havia um protesto dos coletes amarelos, que criticam a política social e fiscal do governo, e outro contra um projeto de reforma da Previdência.

Com o aumento da violência, as ONGs Grenpeace e Youth For Climate, que convocaram a marcha pelo clima, pediram para os manifestantes abandonarem o ato.

“Não assumam nenhum risco e abandonem a marcha pelo clima. Não estão dando as condições de uma manifestação não violenta”, tuitou o Greenpeace, denunciando o uso de gases “lacrimogêneos contra manifestantes não violentos e famílias”.

Na avenida Saint-Michel, no bairro latino, militantes de extrema esquerda – alguns com o rosto coberto – lançaram objetos contra as forças de segurança e vandalizaram uma agência bancária. Os gendarmes responderam aos black blocs com gás lacrimogêneo, o que provocou o recuo de parte dos manifestantes. Bombeiros foram chamados após lixeiras terem sido incendiadas.

Os participantes da marcha pelo clima foram convocados por várias ONGs um dia depois de uma histórica “greve mundial pelo clima”. Na capital francesa, pouco menos de 10 mil pessoas participaram da marcha de sexta-feira (20), segundo uma estimativa da empresa Occurrence.

Também foram organizados atos em outras áreas da França, como em Lyon, onde cerca de 5 mil pessoas se reuniram de manhã no centro da cidade, segundo a prefeitura. Ao lado de seu filho Lucien, de 7 anos, Noémie Izbicki explicou à AFP que compareceu na manifestação para que seu filho “tome consciência do desafio”.

Jean-Claude Moralez, professor de 65 anos, expressou seu pessimismo, ao destacar que a situação tinha chegado a um ponto sem volta.

Este tipo de manifestação é importante, mas deveria ter acontecido faz tempo.”

Na Champs-Élysées, onde muitos estabelecimentos comerciais foram atacados em protestos anteriores dos coletes amarelos, proprietários protegiam boa parte das lojas com tapumes de madeira.

De manhã, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que tentavam incendiar lixeiras. “Nos tratam como se fossemos criminosos”, denunciou Brigitte, ativista ecologista.

Neste sábado também aconteciam as Jornadas del Patrimônio, que anualmente atraem dezenas de milhares de visitantes.