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A modelo Kate Upton detalha a acusação de assédio contra o fundador da grife Guess

Ela relata que Marciano agarrou seus seios "à força". (Foto: Reprodução)

A supermodelo americana Kate Upton deu detalhes de suas acusações de assédio e comportamento sexual abusivo contra o cofundador da marca Guess Paul Marciano, durante uma entrevista à revista “Time”, após um primeiro tuíte no início de fevereiro. Porta-vozes da empresa não responderam às solicitações de comentários da agência de notícias AFP.

O homem de negócios franco-americano, nascido no Marrocos, declarou ao jornal  “The New York Times” que essas acusações eram “absolutamente falsas” e “absurdas”, e que “jamais a havia tocada de maneira inadequada”. Kate Upton afirmou que depois de sua primeira sessão de fotos com a Guess, em 25 de julho de 2010, Marciano, que fundou em 1981 a empresa de jeans com seus três irmãos, agarrou seus seios “à força”. Quando ela o rejeitou, ele se justificou dizendo: “quero ver se são de verdade”, lembrou a modelo.

Apesar de seus esforços para evitar qualquer contato físico, “ele continuou me tocando de maneira muito dominante e agressiva, agarrando minhas pernas, meus braços para me puxar para perto, meus ombros, meu pescoço, meus seios, e me cheirando”, detalhou a modelo, que ficou famosa por ter sido capa da revista Sports Illustrated.

Upton disse que em outra ocasião ele a assediou com ligações telefônicas ao seu quarto de hotel e que ela o rejeitou “aterrorizada”. No dia seguinte, “soube que me haviam despedido da sessão de fotos”. “Alguém ligou para minha agência dizendo que eu estava gorda. (…) Eu fiquei devastada”.

Em 1º de fevereiro, escreveu no Twitter: “É decepcionante que uma marca de mulheres tão icônica como a @Guess continue dando poder a Marciano como diretor criativo #metoo”. Mas então não deu detalhes sobre o assédio que sofreu. Upton, que também já atuou em alguns filmes, é casada com o astro do beisebol Justin Verlander, do Houston Astros. Em 2011 virou uma celebridade ao se tornar garota-propaganda da Guess, posição já ocupada por modelos Claudia Schiffer, Cindy Crawford e Gigi Hadid.

Movimento

Depois que uma avalanche de denúncias de assédio sexual manchou a carreira de uma série de homens poderosos de Hollywood, um grupo formado por mais de 300 proeminentes atrizes, ativistas, produtoras, diretoras e executivas da indústria cinematográfica decidiu criar um plano efetivo de ação contra a violência sexual e disparidade de gênero nas mais variadas áreas de trabalho. Batizado de “Time’s Up Now”, ele foi lançado no primeiro dia do ano de 2018 e anunciado por meio de uma carta aberta assinada por centenas de mulheres do show business norte-americano.

Emma Stone, Natalie Portman, Shonda Rhimes, Eva Longoria e Reese Witherspoon são algumas delas. “A luta para mulheres serem inseridas, crescerem e simplesmente serem ouvidas e reconhecidas nos ambientes de trabalho dominados por homens deve terminar; acabou o tempo para esse monopólio impenetrável”, diz o texto.

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