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Saúde O frio aumenta os riscos de infarto

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Previsão é de geada e termômetros na casa dos 4ºC no sábado. (Foto: Jackson Ciceri/O Sul)

As doenças respiratórias não são os únicos vilões da saúde durante o inverno, principalmente para quem tem problemas cardiovasculares. As chances de sofrer um infarto nesta época do ano aumentam 30%.
Uma pesquisa mostra que, quando se trata de idosos, as baixas temperaturas são bem letais. O infarto no inverno para o público com mais de 75 anos cresceu 44%. Mas nem todo mundo precisa temer cada vez que a temperatura cai. “O sinal de alerta deve ser ligado para as pessoas com histórico de doenças cardiovasculares, principalmente os idosos”, explicou o cardiologista Cesar Jardim.

Entre os motivos que ampliam as chances do diagnóstico está a exposição do corpo ao frio, que obriga o coração a bater mais forte para mantê-lo aquecido. Quando uma pessoa se expõe ao frio, o corpo libera substâncias como adrenalina e vasopressina para evitar o resfriamento.
São elas as responsáveis pelos tremores quando se está submetido a baixas temperaturas sem agasalho. “Os efeitos dessas substâncias forçam a contração cardíaca e o aumento da pressão arterial”, explicou o cardiologista Luiz Guilherme Velloso.

Arte / Diário de São Paulo

Arte / DSP

 

Alerta.

O médico alerta que, além de acelerar os batimentos cardíacos, o paciente fica mais vulnerável ao fibrinogênio, que é um componente que potencializa a coagulação sanguínea. “Nos meses mais frios as taxas de adesividade das plaquetas [quando elas colam em uma superfície] ficam maiores e podem gerar a formação de coágulos nos vasos sanguíneos”, explicou Velloso.
Isso dificulta a passagem do sangue pelas artérias, o que pode levar a um infarto. Sem a exposição do sol, o especialista explica que os níveis de vitamina D no organismo diminuem e isso pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento de doenças cardiovasculares. (DSP)

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