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O governo Bolsonaro prepara uma ofensiva publicitária para divulgar a “Nova Previdência”

A tese mãe para a campanha de apresentação do projeto de Paulo Guedes é a de que as mudanças vão atingir especialmente os que ganham mais, salvaguardando os pobres. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O governo de Jair Bolsonaro, por meio da equipe de Paulo Guedes (Economia), vai colocar na rua, no mesmo dia em que apresentar a proposta de mudanças nas regras de aposentadoria ao Congresso, uma forte campanha de comunicação não só nos meios digitais, mas também na TV e no rádio.

O grupo que trabalha no projeto diz que nenhum passo será dado sem amparo publicitário. Os motes das propagandas já estão em estágio final de definição. A ideia é esquecer a palavra reforma e apresentar o pacote como “Nova Previdência”. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A tese mãe para a campanha de apresentação do projeto de Paulo Guedes é a de que as mudanças vão atingir especialmente os que ganham mais, salvaguardando os pobres. Uma das máximas em estudo diz que a reforma é necessária para garantir a aposentadoria das futuras gerações.

O cronograma da equipe econômica prevê o disparo da primeira leva de propagandas no dia 19 – data prevista para o envio da reforma ao Congresso. Além disso, Guedes montou um time de técnicos que, como ele, vai viajar o país apresentando o texto a setores do serviço público e do empresariado. Há a previsão de uma ofensiva publicitária também na mídia estrangeira.

Aposentadoria

Uma versão já fechada da reforma da Previdência vai sugerir ao Congresso, como alternativa, idade mínima de 62 anos para homens e de 57 para mulheres como um dos critérios de aposentadoria. Com validade a partir de 2022, tais idades mínimas são defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), e serão incluídas na proposta a ser enviada aos parlamentares pela equipe do ministro Paulo Guedes.

Mas, se depender do ministro, homens e mulheres só poderia se aposentar com a mesma idade, aos 65 anos – algo que enfrenta a divergência de Bolsonaro, postular de uma idade mínima menor para as mulheres. Essa idade unificada viria depois de uma regra de transição (para os limites de idade de 62 e 57 anos) que poderia ser de 10, 15 ou 20 anos. As informações foram publicadas nos blogs dos jornalistas Vicente Nunes (Correio Braziliense) e Valdo Cruz (grupo Globo) no final da tarde desta terça-feira (12).

Técnicos da equipe econômica temem a rejeição da proposta por ela ser mais dura do que a natimorta proposta de reforma previdenciária apresentada pelo ex-presidente Michel Temer no transcorrer dos anos de 2017 e 2018. Embora o texto do governo Temer tivesse fixado a mesma idade mínima para homens e mulheres agora negociado por Guedes, o tempo de transição era menor – segundo o texto formulado na gestão anterior, seriam necessários cinco anos para se chegar ao novo critério; agora, três.

O texto em elaboração pela equipe de Paulo Guedes passa apenas por ajustes antes de ser encaminhado à Câmara, por onde iniciará tramitação. A ideia é apresentar a proposição a Bolsonaro tão logo ele deixe o hospital Albert Einstein, onde está internado desde 28 de janeiro para a retirada da bolsa de colostomia. Não há previsão de alta, mas há a expectativa de que o presidente volte ao trabalho fora do hospital já nesta sexta-feira (15).

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