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O impressionante apetite pelo poder de Carlos Bolsonaro

Carlos tem uma agenda própria na área de comunicação e teme que Bebianno possa atrapalhar. (Foto: Reprodução/Twitter)

Tem assuntos do noticiário que até irritam de tão óbvios que são. Alguém tinha dúvida de que Jair Bolsonaro teria muita dor de cabeça com os seus filhos? Era evidente que aqueles egos enormes causariam problema. O que não se imaginava é que seria tão cedo.

O primeiro caso explodiu logo nos primeiros dias da gestão do novo presidente. Seu filho 01, o senador Flavio Bolsonaro, apareceu enrolado nas contas mal explicadas do assessor, motorista e amigo Fabrício Queiroz.

Agora, sem qualquer cerimônia, o vereador Carlos Bolsonaro, o filho 02, desmentiu o ministro Gustavo Bebianno de maneira categórica. Disse que, ao contrário do que afirmara Bebianno, ele não havia conversado como o pai sobre questões de mau uso de financiamento eleitoral, como denunciara a Folha de S.Paulo. Há quem veja no gesto uma tentativa de proteger o pai. Bobagem. Carlos tem uma agenda própria na área de comunicação e teme que Bebianno possa atrapalhar.

Carlos, aliás, se mete em tudo no entorno do pai. Seu apetite pelo poder é impressionante. Ele já se intrometeu diversas vezes em questões que absolutamente não lhe dizem respeito e ainda se meterá outras tantas.

No caso, agora, foi comprar encrenca justamente com o principal aliado no Planalto do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia. E isso às vésperas de o governo mandar para o Congresso sua proposta de reforma da Previdência. O mínimo que se pode dizer sobre Carlos é que lhe falta tutano.

Nem no governo Sarney, por onde navegavam Roseana Sarney e seu marido Jorge Murad, se viu tamanha desenvoltura. A dupla se metia no governo do pai e sogro, claro, mas com muita discrição e sem nunca comprar desafetos.

Carlos opera no Planalto como macaco em loja de louça, faz muito barulho e quebra-quebra. Enfim, a coisa caminha como previsto. Por enquanto, apenas o 03, o deputado Eduardo Bolsonaro, não fez bagunça pública. Vamos esperar.

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