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O número de turistas que viajaram para os Estados Unidos caiu pela primeira vez em sete anos

Visitantes chineses foram os que mais gastaram no país em 2016. (Foto: Reprodução)

O número de turistas que viajaram para os Estados Unidos apresentou uma queda de 2% no ano passado, de acordo com o Departamento de Comércio em Washington. A redução no contingente de visitantes ao país – um dos principais destinos de viagem no mundo – não ocorria desde 2009.

O volume de entradas temporárias, no entanto, ainda é alto: de janeiro a dezembro de 2016, quase 76 milhões de pessoas das mais variadas procedências estiveram na terra do “Tio Sam” a passeio. A estatística não inclui os indivíduos que estiveram em território norte-americano por motivo de trabalho ou saúde, por exemplo.

Com a baixa no número de turistas veio também a redução de 1% no montante total de dinheiro deixado por eles. O levantamento aponta que, apesar do recuo, o setor foi responsável por nada menos que 245 bilhões de dólares na economia dos Estados Unidos em 2016 – último dos oito anos sob a presidência de Barack Obama. Para 2017, porém, dados preliminares do Departamento projetam (ainda sem apresentar números) uma reversão do quadro, com aumento no número de visitantes.

Procedências

Nos 12 meses analisados, os turistas que mais deixaram dinheiro nos Estados Unidos tinham como país de origem a China, que totalizaram 33 bilhões de dólares. Em seguida, aparecem o México (20 bilhões de dólares), Índia (13,6 bilhões de dólares) e Coreia do Sul (8,6 bilhões de dólares).

Em volume de pessoas, o ranking é liderado pelo Canadá, com 19,3 milhões de turistas. Na segunda colocação aparece o vizinho México (18,7 milhões), Reino Unido (4,6 milhões), Japão (3,6 milhões) e China (com 3 milhões) – 15% a mais do que em 2015. Já a Alemanha e a Coreia do Sul respondem por 2 milhões de visitantes cada uma.

Comércio

No que se refere à balança turística (ou seja, a diferença entre o dinheiro total deixado pelos estrangeiros nos Estados Unidos e os dólares gastos pelos norte-americanos em visita ao Exterior) registrou um superávit de 84 bilhões de dólares. Isto é: turistas de fora gastaram mais que os dos Estados Unidos que procuram outros destinos de viagem fora de seu país.

De acordo com estatísticas recentes da ITA (Administração de Comércio Internacional), vinculada ao Departamento de Comércio, a indústria do turismo nos Estados Unidos representa atualmente 2,7% do PIB (Produto Interno do País), garantindo ao menos 7,6 milhões de postos de trabalho. Os dados não apontam, entretanto, se a política agressiva do presidente Donald Trump contra alguns perfis de visitantes (como os oriundos de países islâmicos, por exemplo) teve ou terá impacto no setor.

Em junho deste ano, durante o IPW (Internacional Pow Wow), a maior feira norte-americana de turismo, especialistas no assunto ressaltaram a importância de se traçar estratégias para compensar eventuais prejuízos causados pela administração republicana que assumiu a Casa Branca em janeiro deste ano. “É preciso reforçar para o mundo que ainda vivemos sob o conceito de uma ‘América aberta’ aos visitantes”, declarou na ocasião um dos participantes do evento, realizado em Denver (Colorado).

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