Últimas Notícias > Notícias > A “Primavera dos Museus” agita a programação cultural de Porto Alegre nesta semana

O vice-presidente Hamilton Mourão vai representar Bolsonaro em uma reunião na Colômbia que discutirá a situação da Venezuela

Auxiliares do Palácio do Planalto avaliam que o general quer se firmar como uma figura mais plural e dissonante do governo. (Foto: Romério Cunha/VPR)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, irá para Colômbia na próxima segunda-feira (25) representar o Brasil no Grupo de Lima (que reúne 14 países), em um encontro em Bogotá (Colômbia), comandado pelo presidente colombiano, Iván Duque, e no qual estará presente também o vice-presidente norte-americano, Mike Pence. As informações são da Agência Brasil.

Mourão confirmou sua presença na reunião em mensagem postada na conta pessoal no Twitter. Segundo ele, foi designado pelo presidente Jair Bolsonaro para participar da reunião em Bogotá, capital da Colômbia. O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, confirmou que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, participará do encontro no dia 25.

Por determinação do presidente @jairbolsonaro estarei na segunda-feira, 25, em Bogotá, na Colômbia, para representar o Brasil na reunião do Grupo de Lima. Discutiremos os desdobramentos da crise na Venezuela, que fechou sua fronteira hoje com nosso país”, escreveu Mourão.

A reunião ocorre poucos dias depois de o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciar o fechamento da fronteira com o Brasil.

Com a fronteira fechada, aumenta a dificuldade para o repasse de ajuda humanitária, organizada pelo Brasil, que instalou duas centrais de distribuição em Boa Vista e Pacaraima, em Roraima. No entanto, o governador de Roraima, Antonio Denarium, afirmou hoje à Agência Brasil, que busca alternativas para garantir que medicamentos e alimentos cheguem aos venezuelanos.

A crise humanitária e o agravamento da situação política e econômica na Venezuela levaram o Brasil e 11 dos 14 países que integram o Grupo de Lima a reconhecer como presidente interino, Juan Guaidó, considerado o governante legítimo.

Ajuda humanitária

O governo da Colômbia informou nesta quinta-feira (21) que fará chegar à população venezuelana a ajuda humanitária doada por vários países e entidades. O ministro das Relações Exteriores, Carlos Holmes Trujillo, disse que há uma estrutura logística para assegurar que as doações sejam entregues.

O chanceler afirmou que representantes do presidente interino, Juan Guaidó, vão se encarregar de receber a ajuda humanitária. A região de fronteira vai ser utilizada como ponte. Segundo ele, no sábado (23), quando está marcada a entrega, a prioridade será a distribuição dos donativos.

Trujillo disse que a Migração Colômbia restringirá a passagem em pontes para pedestres para permitir que, ao longo do dia sábado, seja usado como prioridade para o exercício da transferência de ajuda humanitária para a Venezuela. De acordo com ele, as Forças Armadas vão garanti a segurança. As informações são do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia.

O chanceler confirmou a reunião de segunda-feira (25), em Bogotá, na qual estarão presentes o vice-presidente Hamilton Mourão e o chanceler Ernesto Araújo, além do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, e o grupo de membros do Parlamento Europeu a quem foi recusada a entrada na Venezuela no fim de semana.

Trujillo destacou o empenho dos Estados Unidos, Chile e Brasil para reunir ajuda humanitária a ser encaminhada para a Venezuela.

O chanceler disse que os presidentes da Colômbia, Iván Duque, do Chile, Sebastián Piñera, e do Paraguai, Mário Abdo, vão analisar as medidas adicionais que devem ser definidas nesse processo.

Deixe seu comentário: