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“Parte do eleitorado está votando em Bolsonaro para tirar o PT”, disse o presidenciável Geraldo Alckmin

Alckmin cumpriu agenda de campanha no bairro do Campo Limpo, na periferia da zona Oeste da capital paulista. (Foto: EBC)

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, fez novo apelo, neste domingo (16), a favor da estratégia do voto útil já no primeiro turno da eleição deste ano. Segundo ele, existem eleitores que estão com Bolsonaro neste momento para tirar o PT do governo, mas a estratégia pode se mostrar errada.

“O que temos visto é que tem uma parte do eleitorado que está votando no Bolsonaro para derrotar o PT. Mas pode ser o inverso, pode ser um passaporte para a volta do PT. Porque no segundo turno, o Bolsonaro perde para todo mundo. Acho que isso vai ficar claro ao longo desses últimos 20 dias.”

Alckmin cumpriu agenda de campanha na manhã deste domingo, no bairro do Campo Limpo, na periferia da zona Oeste da capital paulista. O tucano fez uma caminhada por uma avenida do bairro na companhia de Fernando Fernandes (PSDB), prefeito Taboão da Serra, cidade que faz divisa com o bairro. Cumprimentou lojistas e parou para comer um pastel de queijo e tomar caldo de cana na feira local.

O tucano, que tem tido dificuldade em crescer nas pesquisas mesmo com o maior tempo de TV entre todos os candidatos, também foi questionado sobre se pretende elevar o tom contra o candidato do PT, Fernando Haddad, que tem subido rapidamente nas pesquisas de opinião desde que substituiu o ex-presidente Lula na chapa do partido. “O que temos dito é que não é na bala nem com radicalismos da esquerda ou direita que vamos fazer a economia voltar a crescer”, despistou.

Populismo

Alckmin criticou no sábado (15) em Rio Branco, no Acre, o que chamou de “populismo de esquerda do PT” e de “populista de direita de Bolsonaro”. Na mais recente pesquisa de intenção de voto do instituto Datafolha, divulgada na sexta-feira (14), ele aparece com 9% das intenções de voto no limite do empate técnico com Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT), ambos com 13%. Jair Bolsonaro (PSL) ocupa o primeiro lugar, segundo o Datafolha, com 26%.

“O que a gente identifica é que o segundo lugar está indefinido, vai ser definido agora nos próximos 20 dias. Está tudo na margem de erro e estamos trabalhando para chegar no segundo turno. Acho que o Brasil não aguenta mais ter populismo de esquerda do PT, que levou a 13 milhões de desempregados, nem populismo de direita do Bolsonaro, que não tem a menor condição de fazer o Brasil se recuperar”, declarou o presidenciável tucano.

Economia

Alckmin classificou como “grave” a situação da economia e afirmou que é necessário “sentimento de urgência” para se fazer um conjunto de mudanças. Ele defendeu medidas para combinar geração de renda e preservação ambiental.

“Nós precisamos estimular a agricultura, a agricultura familiar. É possível sim preservar o meio ambiente e ter emprego e renda. Isso é perfeitamente possível. Hoje, a agricultura é sustentável. No que for possível a industrialização, nós precisamos industrializar mais, ter mais empregos, melhores salários, abrir a economia para ter mais exportação e fazer obra”, declarou.

Alckmin disse também pretender integrar informações e equipes de inteligência dos órgãos de segurança para combater o tráfico de drogas e de armas nas fronteiras. E voltou a propor a criação de uma guarda nacional permanente.

 

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