Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019

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Esporte O piloto do avião que caiu com o jogador Emiliano Sala era daltônico e não podia voar à noite

Emiliano Sala viajava para Cardiff, no País de Gales. (Foto: Reprodução/Instagram)

No dia 21 de janeiro, o argentino Emiliano Sala, aos 28 anos, morreu em um acidente aéreo, no Canal da Mancha, após sair de Nantes rumo a Cardiff, onde assinaria com o novo clube. E, de acordo com a BBC, o piloto do avião que transportava o atacante, David Ibbotson, era daltônico e sua licença para voo lhe permitia trabalhar apenas de dia. O que não foi o caso. De acordo com a publicação britânica, o piloto deveria usar óculos para perto e sua licença tinha “classificação noturna”, o que lhe impedia de voar à noite.

Ainda segundo a BBC, o voo, inicialmente, teria início às 9h. Mas Sala teria pedido para adiar para as 19h, de modo que pudesse se despedir dos companheiros de equipe na França. Procurada, a Autoridade de Aviação Civil britânica não comentou o assunto.

Causa da morte

Emiliano Sala morreu devido a “lesões na cabeça e no tronco”, segundo revelou uma investigação judicial no Reino Unido. Sala tinha acabado de assinar com o Cardiff City, time da Premier League, e voava até a capital do País de Gales para se integrar ao novo clube, depois de ter deixado o Nantes, da França, quando seu avião desapareceu enquanto sobrevoava o Canal da Mancha em 21 de janeiro.

Os destroços do avião foram encontrados mais de duas semanas depois no fundo do mar. O corpo do atacante foi recuperado, mas o do piloto, o britânico David Ibbotson, continua desaparecido. O avião ainda está submerso. Uma breve audiência em Bournemouth, na costa sul da Inglaterra, abriu uma investigação judicial sobre a morte de Sala. A autopsia apresentada durante a audiência determinou que a morte de Sala ocorreu devido a “lesões na cabeça e no tronco”. Sala foi formalmente identificado por meio das impressões digitais.

No direito inglês, estas investigações judiciais são feitas para examinar as mortes repentinas ou inexplicáveis. Seu objetivo é determinar a identidade da pessoa que morreu, o lugar e a hora do falecimento, assim como a forma em que ocorreu a morte. Esse tipo de investigação, porém, não tenta estabelecer responsabilidades.

“A polícia, a Agência de Investigação de Acidentes Aéreos e a Autoridade da Aviação Civil continuam suas investigações”, explicou o oficial forense Ian Parry durante a audiência. Depois que as autoridades britânicas decidiram desistir das operações submarinas, foi lançada uma campanha de arrecadação de recursos para relançar as buscas por Ibbotson, que já tinha alcançado a metade de seu objetivo de 300 mil libras – cerca de R$ 1,5 milhão.

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