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Prefeito francês vai distribuir Viagra para estimular a fertilidade da população

Viagra foi aprovado pela FDA nos EUA em 27 de março de 1998. (Foto: Reprodução)

O prefeito Jean Debouzy tomou a decisão para estimular os moradores da cidade francesa de Montereau, de 600 habitantes, no centro do país, a terem filhos. De acordo com o decreto, “o prefeito é favorável à distribuição das ‘pequenas pílulas azuis’, que serão disponibilizadas aos casais entre 18 e 40 anos para que tenham todas as possibilidades de conceber e preservar a escola de duas cidades”. A solução é “bem-humorada”, admite o prefeito, mas tem um motivo sério.

Com apenas 600 habitantes, a escola que Montereau divide com o município vizinho de Cour-Marigny pode fechar as portas por falta de alunos. “Uma ou duas das quatro classes poderão fechar as portas. Os alunos poderão ter que estudar em outras cidades. Gostaríamos que eles ficassem aqui”, disse o prefeito ao canal de TV France 3.

“Foi um jeito que encontrei para falarem da escola”, disse Jean Debouzy. “Todo mundo sabe o que são essas pílulas azuis, não preciso explicar. É preciso um pouco de bom humor às vezes”, explicou.

Proibido ficar doente

Na França, as cidades pequenas sofrem com a falta de serviços e seus prefeitos “usam a imaginação” para chamar a atenção para problemas graves.

O prefeito da cidade de Sainte-Geneviève-des-Bois, André Jean, também decidiu decretar a “proibição de ficar doente” em abril. Ele teve a ideia depois de pegar uma gripe e não conseguir encontrar um médico no município. Com frequência, ele também é parado na rua por moradores que se queixam da falta de atendimento. De acordo com ele, há apenas um clínico-geral na cidade que vai se aposentar dentro de dois anos.

Paciente em estado vegetativo

A Corte de apelações de Paris, na França, determinou na noite desta segunda-feira (20) a retomada dos cuidados que mantêm vivo Vincent Lambert, de 43 anos, até que um comitê nas Nações Unidas se pronuncie.

Ele está hospitalizado na cidade de Reims em estado vegetativo desde 2008, quando sofreu um acidente de carro. Os médicos interromperam o tratamento de Lambert ainda nesta segunda-feira, mas os pais dele recorreram à Justiça local para reverter a medida.

Com o recurso, o tribunal ordena que a França adote “todas as medidas para que se respeitem as medidas provisórias solicitadas pelo Comitê Internacional sobre os direitos das pessoas com deficiência em 3 de maio de 2019, que tendem a uma manutenção da alimentação e da hidratação”.

De acordo com a agência France Presse, que obteve acesso à decisão judicial, o caso divide a sociedade francesa e a família do paciente (leia mais abaixo). O tema da eutanásia, inclusive, entrou no debate político às vésperas das eleições ao Parlamento Europeu.

Os pais e uma irmã de Lambert consideram que cortar sua dieta e hidratação é uma forma de eutanásia, método proibido na França.

Por outro lado, esposa e cinco dos irmãos de Lambert denunciam uma crueldade terapêutica porque ele está em estado vegetativo e sofre lesões cerebrais consideradas irreversíveis.

 

 

 

 

 

 

 

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