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Brasil Presidente em exercício, o general gaúcho Hamilton Mourão diz que vai “manter as coisas funcionando normalmente”

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O gaúcho Hamilton Mourão é vice-presidente da República. (Foto: Romério Cunha/VPR)

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, afirmou neste domingo (08) que vai “manter as coisas funcionando normalmente, tranquilamente” durante o período em que estiver no exercício do cargo. Segundo Mourão, “não há nada previsto” para ser decidido nos próximos dias.

Com a cirurgia do presidente Jair Bolsonaro – que se recupera de uma operação para a correção de hérnia incisional, consequência do atentado que sofreu há um ano e que levou à realização de outras três cirurgias –, Mourão comandará o Palácio do Planalto até a próxima quinta-feira (12).

Nesta segunda-feira (09), Mourão estará em São Paulo e participará da Conferência Anual do Conselho Empresarial Brasil-China. Ele também deve visitar Bolsonaro no hospital. As informações são do blog do jornalista Valdo Cruz.

“Serenidade”

Mourão também disse que a interinidade na Presidência terá “serenidade” e “tranquilidade”. Em outras ocasiões, o vice-presidente chegou a ser alvo de ataques de aliados de Bolsonaro, entre os quais o vereador Carlos Bolsonaro e o ideólogo Olavo de Carvalho, por – em alguns momentos – ter sido visto como espécie de contraponto ao presidente da República.

Diante disso, Mourão passou a evitar dar declarações que pudessem ser avaliadas como contraponto. Hamilton Mourão é visto entre empresários e economistas como mais moderado e ponderado, além de ter uma posição na economia mais afinada com a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia).

“Sem grandes eventos ou polêmicas” 

Segundo assessores de Mourão, o general não deve participar de grandes eventos ou assinar atos de impacto na passagem pela Presidência, como fez em janeiro. Presidente interino à época, Mourão editou decreto para ampliar poderes de impor sigilo a documentos públicos. O texto foi sustado por decisão na Câmara no mês seguinte, marcando a primeira derrota do governo no Legislativo.

O auge da disputa de Bolsonaro e Mourão ocorreu em abril. Aliado do presidente, o deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) chegou a apresentar pedido de impeachment contra o general, sob acusação de “conduta indecorosa, desonrosa e indigna” e de “conspirar” para conseguir o cargo de Bolsonaro.

Feliciano disse que Mourão está em nova fase, mas afirma que permanece “de olho” no general. “A nova postura do vice é aquela esperada desde o início do mandato: respeito ao presidente. Ele ouviu, ainda que não assuma, os meus conselhos. Que se mantenha assim. Serão poucos dias. Todavia, estarei de olho”, afirmou o pastor.

Presidente paralelo

Ainda em abril, o escritor Olavo de Carvalho, ligado à ala ideológica, e o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente, despejaram críticas a Mourão nas redes sociais. Dias antes, Bolsonaro havia sugerido a aliados que Mourão atuava como presidente paralelo, conforme apurou a reportagem.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em agosto, Mourão disse não estar “calado”. “Eu estou apenas cuidando do meu quadrado. O presidente está falando porque tomou para si a comunicação, assumiu o protagonismo. É uma estratégia que ele traçou”, disse.

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