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Colunistas Quando sem limite é com limite (Unlimited não é unlimited)

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Limite que devia ser ilimitado existia e era baixo. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O Banco Santander oferece na bandeira Mastercard um cartão Unlimited. Cobra mensalidade, faz propaganda e diz que é Unlimited. Pois não é que tem limite e até baixo? Ah: a propaganda diz: Cartão Unlimited: um mundo exclusivo sem limites para você! Nada mais fake.

Pois é. Pior é que os funcionários batem cabeça. Passei por um sofrimento desses quando estava justamente em viagem.

À distância, tentei resolver uma viagem familiar. Eram várias passagens. Para minha surpresa, paguei um mico. O cartão negou. Para ter uma ideia, o valor era 4 vezes mais do que a média do meu gasto mensal no cartão. Portanto, nenhuma fortuna. E nada de assustar a solidez bancária.

Como tinha de aproveitar reservas e valores de câmbio, tive que sair de um evento para passar um perrengue com a tal central de atendimento. Que é uma trampa. Só para chegar a falar com um atendente que fala gerundês levei quase 7 minutos.

Expliquei e o grande filósofo contemporâneo funcionário Carlos disse: deve ser um problema de seu aplicativo. Disse-lhe que não era possível porque a compra não era por aplicativo. Depois de mais de 5 minutos, Carlos disse: está liberado. Liguei para a agência e voltei para o evento.

Tchan, tchan, Tchan: a compra não foi autorizada de novo. Sai de novo para passar pelo périplo odioso, nojento, de ligar para o tal numero de atendimento” de gerúndio.

Atendeu Lourival. Depois de longa explicação, até ele entender – não ficara nada registrado do contato anterior – Lourival me disse: já sei o que aconteceu. O limite de seu cartão não suporta o valor. Então descobri a trampa: sem limite não é sem limite. Unlimited black é só o nome. O resto é enganação ao cliente.

Pedi que Lourival me passasse para a supervisora Carmen. Que me disse: de fato, Unlimited não é Unlimited. Mas que não havia problema com a bandeira. A culpa era do banco, que, por razões de segurança, impedira a transação. Perguntei: mas por que não me ligaram? Ela disse: pergunte ao banco. Bingo. Perfeito.

Bom, fui dormir, irritado, sem resolver o problema. No outro dia liguei para o banco, que de nada sabia. Queria, então, falar com o setor do banco que me bloqueara. A moça do banco disse: não posso passar. Como fico, então?
Uma hora depois, a agência fez de novo e, dessa vez, o Unlimited funcionou.

À tarde, o funcionário Jorge me ligou. Queria me explicar. E botou as culpas no meu aplicativo, etc. e que o banco blá blá blá. Perguntei se Jorge achava que eu era idiota. Depois de tudo, pelo menos um pedido de desculpas. Pois é.

Essa é a pós-modernidade. Precarização do trabalho. Tudo é automático. Já não há pessoas para atender. E quando elas aparecem, falam em gerúndio e não conseguem dizer fazes corretas ou plausíveis.

Fundamentalmente, os bancos e os cartões estão se lixando para o cliente. Lixando, mesmo.

Assim são as seguradoras. Contei na TV Pampa, dia desses, o tempo em que a Bradesco seguros me deixou sem carro. Eu era terceiro. Vocês não sabem o que é lidar com a Bradesco seguros, principalmente se você é vítima, terceiro na relação. Você quer partir para cima e brigar.

Por amostragem, é isso. Seria implicância minha, ou eles maltratam todas as pessoas assim? Digam-me!

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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