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Redução de juros para compra da casa própria gera economia de até 257 mil reais

Caixa Econômica anunciou corte de 1,25 ponto percentual na taxa de financiamento. (Foto: Agência Brasil)

A redução na taxa de juros para o crédito imobiliário, anunciada nesta segunda-feira pela CEF (Caixa Econômica Federal), vai gerar uma economia de R$ 257.100,22, no caso de um imóvel avaliado em R$ 1,5 milhão, e financiado ao longo de 30 anos. A simulação foi feita pelo diretor de Economia da Anefac (Associação Brasileira de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira.

A Caixa cortou os juros em 1,25 ponto percentual nos juros dos financiamentos da casa própria com recursos da poupança. A taxa caiu de 10,25% ao ano para 9% e abrange empréstimos enquadrados no SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que tem juros limitados a 12% ao ano. A taxa baixou também para os empréstimos dentro SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), destinado a imóveis mais caros (acima de R$ 950 mil).

Neste caso, o percentual passou de 11,25% para 10% ao ano. Ainda de acordo com a Anefac, no caso de um imóvel com valor de R$ 950 mil, a economia com este corte na taxa de juros chegaria a R$ 164.191,21, no final do financiamento, e de R$ 77.774,79 no financiamento de um imóvel de R$ 450 mil, ao longo de 30 anos, e custeado com empréstimos pelo SFH.

Para Pedro Seixas, pesquisador da FGV (Fundação Getulio Vargas) e especialista em negócios imobiliários, a redução ainda que atrasada é significativa:

“Cada ponto percentual que se baixa no custo do financiamento representa uma redução de 5% no valor do custo total do financiamento”, explica Pedro Seixas.

O banco também elevou a cota de financiamento de imóveis usados de 50% para 70% e reabriu uma modalidade que estava suspensa, a chamada operação “interveniente quitante” (imóveis com produção financiada por outro agente financeiro). Neste caso, a cota também passou de 50% para 70%.

As novas condições do crédito imobiliário entram em vigor nesta segunda-feira para novos contratos. Segundo estimativa da Caixa, com a redução dos juros, o mutuário conseguirá uma economia de aproximadamente R$ 50 mil, em financiamento de R$ 300 mil para ser pago em 25 anos.

Queixas

A Caixa Econômica Federal foi o banco que mais recebeu reclamações ao BC (Banco Central) no primeiro trimestre deste ano, desbancando o Santander, que ocupou o topo do ranking de queixas dos clientes por dois trimestres consecutivos.

A Caixa atingiu o índice de 27,62 pontos, recebendo 2.444 reclamações no período de janeiro a março deste ano. No último trimestre de 2017, a Caixa ocupava o segundo lugar da lista. Já o Santander, agora na segunda posição, teve 1.038 queixas, somando 25,66 pontos, seguido do Banco do Brasil, com 1.504 reclamações e 24,205 pontos.

De acordo com o BC, Bradesco caiu da terceira para a quarta posição, com 20,05 pontos e 1.886 reclamações. O Itaú aparece na quinta posição do ranking, somando 14,48 pontos e 1.091 queixas.

Banrisul (12,21 pontos e 56 reclamações), Votorantim (6,38 pontos e 26 queixas), Pernambucanas Financiadora S.A. (3,79 pontos e 18 queixas), Midway S.A. (3,50 pontos e 25 demandas) e Banco do Nordeste do Brasil (0,43 pontos e três reclamações)completam as dez primeiras posições.

O principal motivo de queixas foi irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços, exceto as relacionadas a cartão de crédito, cartão de débito, internet banking e ATM, com 1.300 ocorrências. Na sequência, com 1.259 casos, aparece oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada. Irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito somaram 1.111 reclamações. Débito em conta de depósito não autorizado pelo cliente somou no período 789 queixas.

 

 

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