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Brasil Sérgio Moro e Bolsonaro trocam afagos no Twitter

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O ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Carolina Antunes/PR)

No mesmo dia em que elogiou publicamente o chefe da PF (Polícia Federal), Maurício Valeixo, que foi ameaçado de demissão há alguns dias pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, trocou afagos com o chefe do Executivo.

Por meio do Twitter, Moro publicou uma mensagem dizendo que a sua pasta vai avançar no combate à corrupção “em total alinhamento com a orientação” de Bolsonaro. Três horas depois, o presidente respondeu: “Vamos, Moro!”.

No sábado (24), o jornal O Globo revelou que Bolsonaro está insatisfeito com Moro. O presidente se irritou com Moro quando soube da movimentação do ministro contra a decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, de proibir investigações iniciadas a partir do compartilhamento de relatórios detalhados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sem autorização judicial.

Na semana passada, Bolsonaro afirmou que ele é “quem manda”, ao comentar a substituição do superintende da PF no Rio. Depois, disse que ele escolhe o diretor-geral da corporação, rompendo com o discurso de dar “liberdade total” a Moro, usado na época do convite ao ex-juiz para o Ministério da Justiça.

Há uma semana, Bolsonaro reafirmou, em entrevista coletiva, que o delegado Alexandre Silva Saraiva, superintendente da PF no Amazonas, substituiria o delegado Ricardo Saadi no comando da instituição no Rio de Janeiro. Se a ordem não fosse obedecida, ele afirmou que poderia afastar Valeixo da direção da PF à revelia do ministro da Justiça, responsável pela indicação do diretor-geral.

Moro não rebateu o comentário do presidente. O elogio público a Valeixo feito na terça-feira (27) é a primeira manifestação do ministro em relação à fala do presidente.

Visita

Moro visitou, na tarde de segunda-feira (26), a superintendência da PF no Rio de Janeiro. O motivo da visita não foi informado.

Antes, o ministro foi ao Arquivo Nacional, no Centro da cidade. Ele não falou com a imprensa. Moro chegou cercado de forte aparato policial, composto por quatro carros e 12 policiais militares em motos, e foi recebido pela diretoria do Arquivo Nacional e jornalistas.

Sorridente ao chegar, o ministro “fechou a cara” ao ser perguntado sobre as manifestações ocorridas no domingo (25) em todo o País contra o projeto de lei que limita o abuso de autoridade, considerado pelos manifestantes uma resposta à Operação Lava-Jato. Perguntado se falaria sobre as manifestações, Moro se limitou a dizer que não daria declarações à imprensa.

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