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Medo faz Espanha dobrar o número de policiais para a final da Libertadores da América neste domingo em Madri

Policial espanhol patrulha o exterior do estádio Santiago Bernabéu, em Madri, às vésperas de final da Libertadores entre Boca Juniors e River Plate. (Foto: Reprodução)

Após cruzar o Atlântico em razão dos problemas antes do jogo decisivo que seria disputado em Buenos Aires, a final da Libertadores de 2018 virou tema de segurança pública na Espanha. Com uma preparação incomum para os padrões do país, o confronto entre River Plate e Boca Juniors em Madri, neste domingo (9) às 17h30min (de Brasília), terá até 4.000 agentes de segurança. É o dobro do número de policiais que costumam trabalhar no maior clássico espanhol, a partida entre Real Madrid e Barcelona.

Entre os procedimentos adotados para evitar confusões está a separação total das duas torcidas. Foram criadas duas Fan Fests, uma para cada equipe, com uma distância de 1,5 km do estádio e em direções opostas, para que os torcedores de River e Boca não se encontrem antes do jogo.

Não haverá venda de bebidas alcoólicas no local, seguindo legislação do país para eventos esportivos. Haverá um isolamento entre as torcidas nos arredores do Santiago Bernabéu, local da partida, e na área interna do estádio.

Foram colocados à venda 10.000 ingressos para torcedores que moram na Argentina, metade para cada clube, e mais 40 mil entradas pelo site da Conmebol destinadas ao público em geral, também dividas igualmente.

No restaurante “El Almacén Argentino”, localizado em uma rua bem ao lado do estádio que vai sediar a final da Copa Libertadores, a preocupação é grande com a tensão que existe entre os rivais. De acordo com um funcionário acostumado a presenciar as partidas do Real Madrid, incluindo os clássicos com o Barcelona, a preparação que acontece agora é inédita.

“Este é o jogo com maior preocupação que eu já vi quanto à segurança aqui no Bernabéu, nunca tinha acontecido isso antes. Sinceramente, eu acho que problemas vão acontecer no domingo. Foi uma vergonha o que aconteceu lá no Monumental de Nuñez, mas é culpa nossa também, esse tipo de comportamento violento é um problema na América do Sul em geral. No domingo, receberemos aqui no restaurante apenas torcedores do Boca, porque a polícia separou as duas torcidas em duas áreas distintas, mas mesmo assim teremos seguranças particulares para evitar confusão, além dos muitos policiais que estarão por aqui”, explicou o argentino Lucas Felgueiras, natural de Buenos Aires e torcedor do Racing, que trabalha há cinco anos no restaurante vizinho ao estádio.

No total, são cerca de 80 mil bilhetes, e a expectativa é de lotação máxima. A polícia da Espanha espera que cerca de 500 integrantes de torcidas organizadas, conhecidos como barra bravas, estejam presentes no Bernabéu.

“Estamos trabalhando com segurança máxima desde o aeroporto, nas estradas, estações de ônibus e metrô para detectar as pessoas violentas e que têm antecedentes penais. Um torcedor já foi devolvido. É um trabalho minucioso que está sendo feito. Esperamos que seja um dia de festa e que os torcedores venham se divertir”, afirmou o delegado do governo de Madri, Jose Manuel Rodriguez Uribes, à rádio Cadena SER.

Um dos pontos mais discutidos entre as autoridades foi a proteção aos ônibus das duas delegações, problema que causou o adiamento da partida que seria disputada no dia 24 de novembro, em Buenos Aires. Na ocasião, houve ataque ao ônibus do Boca por torcedores do River.

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