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Donald Trump disse que pode adotar opção militar para a solução da crise na Venezuela

Donald Trump antes de partir para reunião do G20. (Foto: Reuters)

O presidente americano Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (11) que considera muitas opções para a Venezuela, incluindo uma opção militar.

“Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário”, disse o presidente em seu clube de golfe em Bedminster, onde está de férias. A afirmação foi feita após uma reunião com o secretário de Estado, Rex Tillerson; o assessor de Segurança Nacional, H. R. McMaster e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

No final de julho, os EUA lançaram sanções contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, congelando seus ativos no país, e o chamaram de ditador, um dia após a eleição da Assembleia Constituinte convocada por Maduro. O país também aplicou sanções a atuais e ex-funcionários da Venezuela com ligações à Constituinte.

Nesta quinta, em seu primeiro discurso na Assembleia Constituinte, Maduro disse que queria se reunir com Trump. O presidente instruiu o ministro de relações exteriores a abordar os EUA sobre uma conversa telefônica ou uma reunião com o americano.

Maduro, que antes já tinha dito para Trump “tirar suas mãos sujas” da Venezuela, afirmou no discurso que quer uma forte relação com os Estados Unidos, como a que tem a com a Rússia. “Senhor Donald Trump, aqui está a minha mão”, disse.

Diante das críticas da comunidade internacional – EUA, União Europeia e vários países da América Latina, incluindo o Brasil não reconhecem a Constituinte -, Maduro defendeu sua iniciativa afirmando que ela surgiu do clamor de se chegar a um diálogo no país.

Na quinta-feira (10) Maduro afirmou que se subordina à Assembleia Nacional Constituinte, em seu primeiro discurso diante dos 545 constituintes chavistas que compõem o órgão. Na sessão, o presidente também entregou seu projeto de nova Constituitção.

“Como chefe de Estado eu me subordino aos poderes da Assembleia Constituinte”, disse. “Venho reconhecer seus poderes plenipotenciários, soberanos, originários e magnos”.

Segundo a agência de notícias Associated Press o gesto de Maduro é “meramente simbólico”, já que a Constituinte foi convocada por ele e é formada apenas por chavistas. Segundo a Reuters, opositores e analistas veem sua afirmação como uma estratégia para acabar com os rumores de que a Constituinte dará poderes absolutos ao presidente socialista para governar sem controle do Parlamento, dominado por seus adversários.

Peru expulsa embaixador

O Peru decidiu nesta sexta-feira (11) expulsar de seu território o embaixador da Venezuela em Lima, Diego Molero, a quem foi concedido um prazo de cinco dias para sair do país, informou a chancelaria em um comunicado.

“Ao ter expressado sua condenação à ruptura da ordem democrática na Venezuela, o governo do Peru decidiu expulsar o embaixador Diego Molero”, anunciou o texto.

O Congresso peruano havia proposto há alguns dias a saída do diplomata.

Ameaças à Coreia do Norte

Trump vem ameaçando a Coreia do Norte nos últimos dias após o país asiático detalhar seu plano de atacar a ilha de Guam, território americano. Nesta sexta, o presidente disse que a solução militar americana para um eventual ataque da Coreia do Norte já está pronta.

“As soluções militares estão agora totalmente instaladas, guardadas e carregadas, se a Coreia do Norte atuar imprudentemente. Espero que Kim Jong Un encontre outro caminho!”, afirmou no Twitter. (AG)

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