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Uma lei garante a reconstrução da mama para vítimas de câncer

O câncer de mama é o mais frequente nas mulheres brasileiras, com alta letalidade. (Foto: Divulgação)

A Lei nº 13.770 garante cirurgia plástica reconstrutiva da mama em casos de mutilação decorrente de tratamento de câncer.

De acordo com o texto, os procedimentos de simetria da mama e de reconstrução do complexo aréolo-mamilar passam a ser considerados partes integrantes da cirurgia plástica.

A lei estabelece ainda que, quando existirem condições técnicas, a reconstrução da mama seja efetuada de forma imediata. Quando isso não for possível, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia logo após alcançar as condições clínicas exigidas.

A norma entra em vigor em 180 dias, a partir de sua publicação no Diário Oficial da União, no dia 20 de dezembro de 2018.

Multiplicação desordenada

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. O processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor.

Há vários tipos de câncer de mama e a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica próprias de cada tumor.

O câncer de mama é o câncer mais comum entre mulheres no mundo, depois do de pele não melanoma, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29%.

Câncer de mama mais agressivos

O projeto Amazona é o primeiro no Brasil a analisar os casos de mulheres com menos de 40 anos e diagnóstico de câncer. Ele está na terceira atualização e mostra a luta de pacientes contra tipos invasivos deste tipo de doença.

Os dados foram apresentados para o mundo em dezembro, em um dos maiores simpósios do planeta, o San Antonio Breast Cancer Symposium”, no Texas – USA. A pesquisa comparou informações de pacientes com idade inferior a 40 anos e superior.

A conclusão do estudo foi que mulheres brasileiras com menos de 40 anos têm registrado câncer de mama mais agressivos e com estágio mais avançado em comparação com mulheres mais velhas. Em Santa Catarina, o Centro de Novos Tratamentos de Itajaí incluiu participantes nessa pesquisa do Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama.

No País, 2950 brasileiras com diagnóstico recente de câncer de mama, participaram da pesquisa realizada entre o período de janeiro de 2016 a março de 2018. “ É de extrema importância ter dados das pacientes brasileiros, ver a realidade do Brasil. Só dessa forma podemos traçar metas para a melhoria da saúde no nosso país”, lembrou o médico oncologista do CNT, Giuliano S. Borges.

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