Ícone do site Jornal O Sul

Brasileiras não conseguem se classificar à semifinal dos 200m rasos em Tóquio

Vitória Rosa (à esq) tenta acompanhar o pelotão de frente. (Foto: Twitter/COB)

O atletismo brasileiro não conseguiu se classificar à semifinal dos 200m feminino dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Na noite deste domingo (manhã de segunda no Japão), Vitória Rosa e Ana Carolina Azevedo despediram-se da prova na fase eliminatória. Uma das favoritas ao pódio, a jamaicana Shelly-Ann Fraser Pryce avançou em primeiro na sua bateria com 22,22s. Já a compatriota Shericka Jackson foi eliminada ao ficar em quarto com 23,26s.

Outras favoritas que passaram de fase foram Christine Mboma, da Namíbia; Gabrielle Thomas, dos Estados Unidos; e Mujinga Kambudji, da Suíça; e Jenna Prandini, dos Estados Unidos. A final dos 200m será na terça às 9h50.

Ana Carolina fica em 5°

Ana Carolina Azevedo foi a primeira brasileira a entrar na pista. Competindo na bateria 1, a atleta fez 23,20s, sua melhor marca na temporada, e ficou em quinto em prova que contou com a participação de seis corredoras. A vencedora foi a marfinense Marie-Josee Ta Lou, com 22,30s.

“Eu tentei correr abaixo de 23s, que é a minha melhor marca, 23,01s. Entrei consciente que peguei uma bateria muito forte e dei meu melhor. Está muito quente, a gente está assando para competir. Mas a pista está excelente, maravilhosa para competir. Do jeito que a gente ama”, disse Ana ao sair da prova.

Vitória faz desabafo

Minutos depois, Vitória Rosa foi à pista para competir na bateria 4. Com o tempo de 23,59s, a carioca terminou em sexto dentre sete corredoras. A vencedora da prova foi Christine Mboma, da Namíbia, com 22,11s.

“Primeiramente posso dizer que estou muito feliz com a prova. Estamos numa pandemia, estou sem patrocinador, meu clube reduziu o meu salário e só a Marinha manteve o apoio. Independente das dificuldades a gente está aqui para tentar, estamos trabalhando para chegar a uma final e um dia o resultado vai vir”, disse Vitória.

A velocista ainda fez um desabafo, contando que sofreu uma fissura durante a preparação olímpica para Tóquio.

“Eu estava treinando com dor. Durante o Sul-Americano, algumas pessoas da comissão técnica não acreditaram na minha lesão, que só foi confirmada numa ressonância quando eu voltei ao Brasil. Acharam que eu não queria competir, o que não é verdade. Tive que me tratar para estar aqui”, finalizou Vitória, que ainda compete no revezamento 4x100m feminino em Tóquio.

Sair da versão mobile