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Relatora do projeto que prevê o “distritão” discute acordo por volta das coligações

O sistema atualmente em vigor nas eleições é o proporcional. (Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

Diante da falta de consenso sobre a votação da proposta que prevê a adoção do “distritão” nas eleições, a deputada federal Renata Abreu (Pode-SP), relatora do projeto, passou a discutir com integrantes da comissão especial da Câmara a possibilidade de retorno das coligações.

A proposta faz uma série de mudanças consideradas prejudiciais por especialistas. Na última semana, houve várias tentativas de votação do texto, mas, por falta de consenso, a análise tem sido adiada.

O sistema atualmente em vigor é o proporcional, pelo qual as cadeiras de deputados são distribuídas proporcionalmente à quantidade de votos recebida pelo candidato e pelo partido — ou seja, os votos nas siglas também são considerados no cálculo. Pelo “distritão”, são eleitos os candidatos mais votados individualmente, desconsiderando os votos nas siglas.

Especialistas afirmam que o “distritão”, na prática, enfraquece a representatividade das siglas e favorece a eleição de políticos “celebridades”, isto é, os mais conhecidos pela população.

As coligações foram extintas em 2017, e a regra passou a valer nas eleições de 2020. Especialistas criticam o modelo porque, ao votar em um partido de sua preferência, o eleitor pode ajudar a eleger um candidato de outra sigla.

A proposta também é criticada por alguns parlamentares e dirigentes partidários, que temem o enfraquecimento das siglas e a perda de representatividade de alguns setores.

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