A médica Haydée Marques, 59 anos, que na semana passada negou atendimento a um bebê no Rio de Janeiro, supostamente contribuindo para a morte da criança de 1 ano e meio, já se recusou a atender outros pacientes. A informação é de ex-colegas de trabalho.
“O seu perfil sempre foi de uma pessoa ignorante com equipes e pacientes. Ela fala alto, não tem perfil para essa atividade”, avaliou um deles. Outro conta que funcionários evitavam o plantão com Haydée: “Colegas que trabalhavam com ela não conseguiam fazer quatro ou cinco plantões e já procuravam sair.
A vítima, que sofria de problemas neurológicos, passou mal na manhã de quarta-feira e só podia ser transportado para o hospital de ambulância. As câmeras de segurança do condomínio onde ela morava mostraram que a unidade móvel da empresa terceirizada Cuidar chegou às 9h10min.
Mas a médica aparece gesticulando e rasgando papéis, sem sequer descer do carro. Ela foi embora três minutos depois, sem atender o menino, que morreu às 10h26min, antes que uma segunda ambulância chegasse ao endereço, na Zona Oeste da capital fluminense.
Agressão
Assim que a notícia se tornou pública, outros casos apareceram, relatados pela imprensa fluminense. Haydée foi alvo, ainda, de uma queixa-crime por agredir uma paciente, em 2010. O CRM (Conselho Regional de Medicina) do Rio de Janeiro também revelou que Haydée já sofreu sanção técnica, mas não detalhou o motivou e nem a punição.
Durante o fim de semana, polícia procurou a médica em pelo menos três endereços. Até o momento, entretanto, o seu paradeiro continuava desconhecido.
