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Bolsonaro diz que o Brasil dificilmente vai atingir a meta de crescer 2% este ano por causa do coronavírus

Presidente Bolsonaro fala sobre economia e coronavírus. (Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (16) que dificilmente o Brasil vai atingir a meta de crescer 2% este ano devido aos impactos do surto de coronavírus, e disse que se reunirá com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir possíveis medidas, citando especificamente as dificuldades enfrentadas por companhias aéreas.

Bolsonaro afirmou ainda, em entrevista que está havendo uma histeria sobre coronavírus no Brasil, que teria como pano de fundo uma disputa pelo poder. “O que está em jogo é uma disputa política, eu estou sozinho no canto apanhando de todo mundo”, disse Bolsonaro. “Existe um perigo, mas está havendo um superdimensionamento dessa questão.”

O presidente disse que um agravamento da crise política pode até derrubar o seu governo.

“É essa a preocupação que eu tenho. Se a economia afundar, afunda o Brasil… Se afundar a economia, acaba com o meu governo, é uma luta de poder”, afirmou.

Previsão do mercado

Nesta segunda-feira, o Banco Central divulgou o boletim Focus, que reúne projeções de instituições financeiras sobre a economia brasileira.

O mercado reduziu suas expectativas para a taxa básica de juros, a inflação e o crescimento do país, mas passou a ver o dólar mais alto este ano.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2020 foi reduzida em 0,31 ponto percentual, a 1,68%. Para o ano que vem, continua sendo esperada uma expansão de 2,50%.

Estímulo à economia

O Ministério da Economia preparou um pacote de medidas para ajudar a economia brasileira enfrentar a pandemia do novo coronavírus. São esperadas cerca de 20 ações para estimular o consumo e ajudar setores específicos.

Na semana passada, diante do rápido avanço da doença no país, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia anunciado que a pasta iria preparar um conjunto de ações para reduzir o impacto da crise. De imediato, o ministro divulgou a liberação de 23 bilhões de reais para a antecipação do pagamento, em abril, da parcela de 50% do 13º salário de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

Também foram antecipadas na sexta-feira (13), outras ações, como a isenção de tarifa de importação de produtos médicos e hospitalares e uma possível liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Entre as medidas esperadas estão o estímulo ao setor da construção civil, linhas de crédito para empresa ligado ao turismo e um socorro a companhias aéreas.

A crise do coronavírus chegou ao país num momento em que a economia, que cresceu apenas 1,1% em 2019, ainda tentava timidamente acelerar. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne para arbitrar a taxa básica de juros. É quase certo que novos cortes venham por aí.

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