Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de abril de 2021
A nova defesa de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, diz que ela sofria violência física do vereador Dr. Jairinho. Os advogados querem que ela preste um novo depoimento à polícia.
Segundo eles, há precedente para ela ser ouvida novamente, porque outras testemunhas também prestaram um segundo depoimento à polícia.
Monique está presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, na Região Metropolitana do RJ.
Na quarta-feira (14), os novos advogados de Monique realizaram o primeiro pedido de novo depoimento. A polícia ainda não respondeu se convocará a mãe de Henry para depor novamente.
“O delegado Henrique (Damasceno) vai analisar se é necessário ou não uma nova oitiva da Monique para poder apresentar seu relatório final. Isso vai ser decidido provavelmente na semana que vem, mas nossa expectativa é de encerrar esse inquérito dentro de pouco tempo porque nós julgamos termos conseguido colher provas muito contundentes, mais que suficientes pra que isso seja levado a Justiça”, afirmou o delegado Antenor Lopes, diretor de Polícia da Capital do Rio.
Henry Borel morreu em 8 de março. No último dia 8, Jairinho e Monique foram presos por suspeita de serem os responsáveis pela morte do menino.
A nota dos advogados de Monique:
“Dentro do objetivo de atuar com a verdade, a defesa da Sra. Monique Medeiros, insiste na necessidade da sua nova audição pelo senhor delegado de polícia que preside o inquérito e faz um público apelo, para a referida autoridade policial, neste sentido. Se várias pessoas foram ouvidas novamente, não tem sentido deixar de ouvir Monique. Logo ela que tanto tem a esclarecer. Não crê a defesa que exista algum motivo oculto para “calar Monique” ou não se buscar a verdade por completo.
A defesa observou, do estudo dos novos elementos do Inquérito, que há repetição de um comportamento padrão de violência contra mulheres e crianças. Neste lamentável caso, a diferença foi a morte da criança.”
Câmera
Uma mensagem no bloco de notas no telefone celular de Monique Medeiros mostra a vontade da professora em instalar uma câmera de monitoramento no apartamento 203 do bloco 1 do condomínio Majestic, do Cidade Jardim, onde ela morava com o Dr. Jairinho, e o filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos.
A informação foi recuperada no celular da professora pela Polícia Civil, consta no inquérito que apura a morte do menino. O casal está preso e é investigado pelo crime.
O texto, escrito às 2h46 de 30 de novembro de 2020, diz: “Colocação de câmera dentro de casa assistindo do celular”. Durante a perícia complementar realizada no imóvel, em 29 de março, policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) encontraram uma câmera dentro da caixa no quarto de Henry, que morreu 21 dias antes.
O equipamento também foi citado por Monique depois que ela recebeu uma videochamada em que o filho e a babá Thayna de Oliveira Ferreira narraram agressões de Jairinho.
No depoimento prestado na delegacia pela cabeleireira que atendia a professora no momento da ligação, por volta de 16h30 do dia 12 de fevereiro, em um salão de beleza da Barra da Tijuca, ela informou que ela hidratava e escovava o cabelo e fazia manutenção da unha de acrigel e embelezamento de pés e mãos quando recebeu uma ligação de Henry.
Na chamada de vídeo, o menino, chorando, perguntava se a atrapalhava, contava da briga com Jairinho e pedia que a mãe fosse para a casa.
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