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Política Procurador-geral da República prepara denúncia contra o pastor Silas Malafaia ao Supremo, em tentativa de reconstruir ponte com militares

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Após a prisão de Braga Netto, pastor disse que os militares eram "omissos" e não "honravam a farda". (Foto: Arquivo/PR)

Encerrado o julgamento da trama golpista, que resultou na condenação de 21 militares e oito civis, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, prepara uma nova denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF). O alvo da vez será o pastor Silas Malafaia, que organizou manifestações em defesa de Jair Bolsonaro, atacou a democracia, defendeu anistia a golpistas e xingou ministros da Corte nos últimos anos.

Malafaia, no entanto, não será denunciado agora por crime ligado à tentativa de golpe de Estado, mas por ofensa à honra dos militares – que também foram alvo de ataques do pastor. No estilo morde e assopra, o recorte de Gonet marca uma tentativa de reconstrução da ponte entre o Judiciário e as Forças Armadas após as condenações criminais e prisões impostas a detentores de altas patentes.

A ideia do procurador-geral é apresentar a denúncia até esta sexta-feira (19), último dia de funcionamento do STF antes do recesso. Caso não consiga finalizar a peça até lá, o plano será adiado para fevereiro de 2026, quando o tribunal retoma as atividades.

Ao defender a honra dos militares, Gonet também tenta amenizar o próximo capítulo de traumas no horizonte das Forças Armadas: no ano que vem, condenados pelo STF correm o risco de perder cargos e patentes em julgamentos no Superior Tribunal Militar (STM).

Em abril deste ano, Malafaia promoveu um ato em defesa da anistia dos condenados pelo 8 de Janeiro. Do alto de um carro de som na Avenida Paulista, criticou generais do Exército. “Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”, gritou ao microfone.

Dias depois, Bolsonaro apoiou o pastor publicamente. “Fiquei muito triste não com o Malafaia, mas com as verdades que ele falou”, declarou em entrevista.

Em abril do ano passado, Malafaia usou um ato em defesa do ex-presidente para cobrar a renúncia dos três comandantes das Forças Armadas – Marcos Olsen, da Marinha; Tomás Paiva, do Exército; e Marcelo Damasceno, da Aeronáutica. Parte da multidão vaiou a sugestão.

A Polícia Federal investiga Malafaia por tentativa de obstrução da Justiça nas investigações sobre a trama golpista. Trocas de mensagens descobertas pela Polícia Federal indicam que o pastor participou da articulação de uma campanha para pressionar o STF a liberar Bolsonaro do processo sobre a trama golpista.

Por ora, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tem planos de apresentar denúncia contra Malafaia ao STF por esse motivo. (Análise por Carolina Brígido, de O Estado de S. Paulo)

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Mauro Escopelli
18 de dezembro de 2025 12:57

Êta ditadura!!!! E vocês, jornaleiros, esquecem-se que estão na ditadura que apoia e por este mísero dinheiro que recebem. No curral da ignorância, não existe mais voto e sim devotos!!!!! O povo,imprensa, todos pagaremos alto preço por está parcialidade nesta hora!!! Capiti!!!! Deus, Salve essa nação das barbaridades que campeam há terra sem lei!!!!! Amém, Jesus!!!

Anderson Cardoso da Silva
18 de dezembro de 2025 18:34

Nao faca nada , o ruim do comunismo é o guarda da esquina…vc esta sendo vigiado ,

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