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Mundo Donald Trump voltou a atacar a Amazon e acusou o jornal The Washington Post, do dono da Amazon, de agir como um lobista

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a acusar a Amazon de prejudicar o serviço postal nacional e declarou que o jornal The Washington Post age como lobista da gigante do comércio eletrônico, cujo dono é o mesmo, o bilionário Jeff Bezos.

Trump fez as polêmicas declarações no Twitter, de seu clube privado de Mar-a-Lago, em Palm Beach, no Estado da Flórida. “Enquanto estamos no assunto, é relatado que os Correios dos EUA perderão em média 1,50 dólar por cada pacote entregue para a Amazon. Isso equivale a bilhões de dólares”, Trump tuitou no sábado (31).

Trump se referia a uma reportagem do The New York Times baseada em um relatório do Citigroup que informa que os preços de envio de pacotes no serviço postal nacional estão abaixo dos de mercado, o que gera lucro para a Amazon, que é um de seus clientes principais.

O Serviço Postal norte-americano, uma agência independente do governo federal e que possui 500 mil funcionários, registrou em 2016 um prejuízo de 5,6 bilhões de dólares.

Esta não é a primeira vez que Trump dispara contra a Amazon, a quem criticou por “não pagar impostos” pelas vendas na internet e provocar a perda de empregos em cidades de todo os Estados Unidos.

Na última quinta-feira, o governante responsabilizou a Amazon pela perda de “muitos milhares” de negócios no varejo.

Além disso, Trump afirmou que o The Washington Post, que pertence a Bezos, está fazendo campanha a favor da empresa como um lobby, por isso exigiu que o jornal se registre oficialmente como tal.

Chamado por Trump de “o falso Washington Post”, o jornal se defendeu das acusações e alegou que funciona de forma independente da Amazon, embora pertençam à mesma pessoa. O valor da Amazon na bolsa se viu abalado nesta semana pelos ataques de Trump.

Na última quarta-feira, o portal Axios publicou um artigo no qual afirmava que Trump estava “obsessivo” com a Amazon e, em reação, as ações da companhia sofreram uma acentuada queda em Wall Street.

Aprovação

A aprovação de Trump subiu de 35% para 42% entre fevereiro e março de acordo com duas pesquisas recentes – um levantamento mensal divulgado na última quinta-feira pela CNN e outro estudo realizado em conjunto pela Associated Press (AP) e o Centro de Pesquisa de Assuntos Públicos da NORC.

A melhora na aprovação pode ser em razão de dados econômicos mais otimistas dos Estados Unidos, embora a popularidade do líder republicano ainda seja menor do que a de seus antecessores.

A administração da maior economia do mundo continua a ser o ponto forte do magnata imobiliário que virou presidente: mais americanos (48%) agora aprovam como ele lida com a economia, contra 45% que desaprovam, de acordo com a pesquisa da CNN.

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