A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) coletou mais de 500 milhões de registros de ligações telefônicas de norte-americanos no ano passado, mais do que o triplo registrado em 2016, informou relatório da agência de inteligência dos EUA divulgado nessa sexta-feira.
O aumento acentuado de 151 milhões para 534 milhões de ligações registradas ocorreu durante o segundo ano completo de um novo sistema de vigilância, estabelecido pela agência de espionagem depois que os parlamentares norte-americanos aprovaram uma lei em 2015 que buscava limitar sua capacidade para coletar tais registros em massa. O motivo para o pico não ficou imediatamente claro.
O número de registros ficou bem abaixo das estimativas de bilhões de registros coletados por dia sob o antigo sistema de vigilância da NSA, que foi exposto por um ex-contratado de inteligência norte-americano, Edward Snowden, em 2013.
Os registros dos metadados coletados pela NSA incluem os números e o tempo da ligação, mas não o seu conteúdo. Em comunicado, Timothy Barret, porta-voz do gabinete do diretor de inteligência nacional, que divulgou o relatório anual, disse que o governo “não alterou a maneira com que usa a sua autoridade para obter detalhes de registros de ligações”.
A NSA descobriu que um número de fatores pode influenciar o volume de registros coletados, segundo Barret. “Esses fatores incluem o número de termos selecionados aprovados pela corte – como o número do telefone – que são usados pelo alvo; a maneira como o alvo usa esse termos selecionados; a quantidade de dados históricos que os provedores detêm; e a dinâmica do setor de telecomunicações, que está sempre mudando”, disse Barret. “Nós esperamos que esse número flutue de ano em ano.”
China
Segundo a NSA, o FBI e a CIA, nenhum consumidor deveria comprar o smartphone Huawei P20 Pro. De acordo com essas agências, os “cidadãos norte-americanos deveriam agir com cautela ao usar os smartphones fabricados na China”.
É comum que as fabricantes asiáticas tenham uma rejeição no mercado dos Estados Unidos, como os smartphones possuem um bom custo/benefício, seria uma grande concorrência ao produto da Apple (iPhone) e aos modelos topo de linha como os Galaxy da Samsung.
As agências reguladoras dos Estados Unidos se mantém longe dos dispositivos chineses também com o argumento de que podem não ser produtos seguros. Com esse pensamento, a NSA, FBI e CIA conseguiram pressionar as operadoras locais AT&T, Verizon e T-Mobile para que elas se afastassem de acordos com Huawei.
Ou seja, o aguardado modelo P20 Pro da fabricante chinesa não vai chegar às lojas das operadoras nos Estados Unidos, pelo menos não tão cedo. Além disso, os smartphones da Huawei não suportam algumas bandas LTE, então seria difícil usar um nos Estados Unidos.
