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A Agência Nacional de Aviação Civil liberou por 180 dias o transporte de carga por empresas de táxi-aéreo

A portaria da Anac amplia essa autorização para os táxi-aéreos que atualmente só podem transportar passageiros. (Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou uma portaria permitindo por 180 dias que qualquer empresa de táxi-aéreo faça transporte de cargas, sem a necessidade de anuência prévia da agência.

Algumas das empresas do setor têm autorização específica para transportar carga. A portaria da Anac amplia essa autorização para os táxi-aéreos que atualmente só podem transportar passageiros. Mas proíbe o transporte de passageiros junto com as cargas. Atualmente há cerca de 120 empresas com certificado de táxi-aéreo.

Segundo a agência, a decisão vai contribuir para dar mais rapidez ao transporte de medicamentos e exames em razão da crise do coronavírus.

Redução da malha aérea

A Agência Nacional de Aviação Civil divulgou na sexta-feira (27) a malha aérea essencial de voos para que o País possa continuar conectado, durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Serão 1.241 voos semanais para as capitais dos 26 estados mais o Distrito Federal, além de outras 19 cidades, a partir de sábado (28) e até o fim de abril.

Essa operação é 91,6% inferior à malha aérea normalmente operada pelas empresas nacionais no mesmo período de 2019, quando havia 14.781 frequências por semana. Considerando a programação de Gol, Azul e Latam, a queda é de 56,06% das localidades atendidas, passando de 106 para 46.

Além das capitais dos 26 Estados e o Distrito Federal, outras 19 cidades do país serão atendidas. Os voos terão início neste sábado (28) e estão previstos até o final de abril, distribuídos em frequências semanais com: 723 voos no Sudeste, 153 na região Nordeste, 155 voos no Sul, 135 no Centro-oeste e 75 voos para a região Norte. A distribuição dos voos atende a preocupação do governo federal de manter uma malha que continue integrando o País, com ajustes para que nenhum Estado fique sem pelo menos uma ligação aérea.

Com a redução drástica de voos em março, em decorrência da pandemia do Coronavírus, havia o risco de uma paralisação total do serviço.

“As empresas aéreas estão fazendo um esforço conjunto para manter o país conectado e não deixar nenhum estado brasileiro sem atendimento. As companhias vão continuar queimando dezenas de milhões de reais de caixa, pois mesmo com a redução da malha a ocupação das aeronaves continuará baixa. Por isso, o setor necessita que sejam disponibilizadas linhas de crédito para que as empresas possam suportar os próximos meses”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz. As informações são do portal de notícias G1, da Anac e da Abear.

 

 

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