A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 125,161 bilhões em novembro, um aumento real (já descontada a inflação) de 1,48% na comparação com igual mês de 2018, quando somou R$ 119,420 bilhões, informou nesta quinta-feira, 19, a Receita Federal.
O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de novembro desde 2014, quando a arrecadação somou R$ 136,405 bilhões. O resultado veio dentro do intervalo de expectativas de 19 instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast , que ia de R$ 116,583 bilhões a R$ 134,800 bilhões, e abaixo da mediana, de R$ 125,600 bilhões.
Entre janeiro e novembro deste ano, a arrecadação federal somou R$ 1,389 trilhão, o melhor desempenho para o período desde 2014, quando atingiu R$ 1,431 trilhão. O montante representa avanço real de 1,88% na comparação com igual período do ano passado, quando atingiu R$ 1,315 trilhão.
As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 87,181 bilhões no ano até novembro, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 79,560 bilhões. Apenas no mês passado, as desonerações totalizaram R$ 7,861 bilhões, volume maior do que em novembro do ano passado, de R$ 7,488 bilhões.
Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 717 milhões em novembro e R$ 7,686 bilhões no acumulado do ano. O Congresso aprovou em agosto de 2018 a reoneração da folha de 39 setores da economia, como contrapartida exigida pelo governo para dar o desconto tributário no diesel prometido aos caminhoneiros que estavam em greve. Pela lei aprovada, outros 17 setores manterão o benefício até 2020.
Banco Central
O Banco Central (BC) revisou para cima a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano, de 0,9% para 1,2%. Para 2020, a estimativa de crescimento da economia também foi revista para 2,2%, ante 1,8% da projeção anterior, informou o BC nesta quinta-feira em seu ‘Relatório Trimestral de Inflação’.
O crescimento de 0,6% da economia no terceiro trimestre, acima das expectativas, contribuiu para a revisão do Banco Central. A sinalização já havia sido dada na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), na terça-feira, quando o BC também projetou “alguma aceleração” para o último trimestre do ano.
Segundo o relatório, a economia deve crescer sob o impulso das liberações de recursos do FGTS e do PIS-PASEP, que teve seus saques via Caixa Econômica Federal antecipados pelo governo para estimular o consumo na reta final do ano.
Ainda assim, a autoridade monetária voltou a afirmar que “a economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices das medidas tradicionais de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego”.
