A bancada evangélica deve apresentar nas próximas semanas na Câmara dos Deputados um projeto que criminaliza a homofobia no Brasil. O deputado Marco Feliciano (Pode-SP) foi incumbido pelo grupo de elaborar a proposta e deve apresentar o resultado nesta quarta-feira (24) aos colegas. A ideia é que todos subscrevam o projeto.
Ele prevê que a homofobia seja enquadrada como um crime de racismo – ressalvando a liberdade de consciência e religiosa, diz o parlamentar. “Se eu estou com a minha família em um restaurante, um casal está se beijando ao meu lado e eu levanto e saio, sem agredir ninguém, não posso ser tido como criminoso”, exemplificou Feliciano. As igrejas também poderiam seguir falando sobre o assunto em tom crítico. A iniciativa é uma resposta ao STF (Supremo Tribunal Federal), que no começo do ano começou a julgar a criminalização da homofobia mas suspendeu a votação.
Ataque a Mourão
O deputado Marco Feliciano disse nesta quarta-feira que o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) tem uma “conspiração em andamento” contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL). A declaração foi feita após o pedido de impeachment de Mourão apresentado por Feliciano ser arquivado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Feliciano também disse que Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente que tem atacado o vice-presidente nas redes sociais, ajuda a alertar a população sobre essa tentativa de Mourão de tomar a Presidência.
O parlamentar disse que o pedido de impeachment tinha objetivo de fazer um alerta à população e mostrar que Mourão é a “ponta de um iceberg”. “Se Mourão tiver juízo, agora, vai respeitar o presidente e não vai dividir a nação brasileira”, disse, antes de ir ao Twitter e dizer que “jamais ia querer Mourão como meu companheiro em um campo de batalha, pois eu poderia ser morto pelas costas!”.
“Todos os fatos que já citei e vêm saindo na imprensa. O vice Mourão desdizendo o presidente. Eu acho que ele tomou gosto pelo poder. De tanto vocês da imprensa chamarem ele de general, ele achou que como general ele podia mandar no comandante. Só que ele esqueceu a hierarquia constitucional de uma democracia. O presidente é o chefe maior. O presidente só não está acima da lei”, disse Feliciano.
“Quando o vice Mourão ataca a imagem do presidente, desdizendo-o todos os dias, querendo as luzes e os holofotes para ele, ele quebra a regra geral do Exército, que é de lealdade, respeito à hierarquia. O Mourão humilhou o Exército brasileiro e está aí para todo mundo ver”, concluiu Feliciano.
