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A beneficiários do “Minha Casa, Minha Vida” , Dilma diz que é preciso apertar o cinto

A crise gerada pela prisão do senador Delcídio Amaral (PT-SP) e do banqueiro André Esteves inviabilizou os planos do governo Dilma de aprovar nesta semana no Congresso Nacional sua proposta de mudança da meta fiscal (Foto: ABr)

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (14) que o Brasil passa por um período de dificuldades que faz com que seja necessário “apertar um pouco o cinto”, mas garantiu à plateia de beneficiários do “Minha Casa, Minha Vida” que a terceira edição do programa está mantida. “Estamos tomando todas as medidas para que a gente recupere o crescimento econômico do País, gere mais emprego, garanta renda e continue olhando para a população, o que eu considero o mais importante”, disse, durante cerimônia de entrega de moradias do programa habitacional, em São Carlos (SP).

Ao comentar os resultados do “Minha Casa, Minha Vida”, a presidenta destacou que já foram contratadas 4,1 milhões de moradias e que, deste total, 2,3 milhões já foram entregues. “De todos os programas do meu governo, o que mais me orgulha é o ‘Minha Casa, Minha Vida’, porque tem poder de mudar a vida de cada um”, afirmou. Em defesa dos programas sociais, a presidenta disse ainda que tem que garantir que todos tenham oportunidades iguais. “Meu governo vai lutar todos os dias para que o nosso País volte a crescer, volte a gerar emprego na quantidade necessária para que todos os brasileiros e todas as famílias tenham uma vida melhor”, disse, já no fim do discurso.

O tom do discurso da presidenta no primeiro evento de sua agenda nesta quarta-feira foi mais brando do que o adotado na noite desta terça-feira, quando Dilma afirmou, durante um evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que as articulações políticas para realizar o impeachment são um “golpismo escancarado” e que a crise política do Brasil se expressa na tentativa da oposição de fazer o “terceiro turno”. A presidenta se referiu aos seus opositores como “moralistas sem moral” e indagou: “quem tem moral suficiente, reputação ilibada e biografia limpa para atacar a minha honra?”.

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