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A Caixa Federal vai vender ações de suas empresas na Bolsa de Valores para pagar 40 bilhões de reais de uma dívida ao governo federal

As maiores instituições do país precisam reduzir despesas em 24 bilhões até 2022. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira (7) que o banco público possui uma dívida de R$ 40 bilhões com o governo federal, sem prazo para pagamento. Ele disse que pagará esse montante nos próximos quatro anos.

“Isso não é justo (dívida sem prazo). Todos temos prazos para pagar, e esses R$ 40 bilhões serão pagos”, disse. “É uma determinação do meu chefe, o ministro da Economia e temos várias maneiras [de fazer o pagamento]. Uma delas é abrir o capital de empresas que são controladas pela Caixa. A princípio, as operações de cartões, seguros, ‘asset’ [ativos] e loterias”, disse.

Abrir o capital significa vender ações da empresa na Bolsa de Valores. Com a operação, a companhia passa a ter outros investidores como sócios, além do Estado.

Guimarães declarou que as medidas estão adiantadas e duas ou três operações de abertura de capital serão realizadas ainda em 2019. Seguridade, cartões e loterias são as que devem ser ofertadas ao mercado.

“A de loterias, temos a empresa pronta. A que vai demorar mais é a de ‘asset’. Temos que criar uma DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários)”,  afirmou.

Guimarães tomou posse nesta segunda, em cerimônia com a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Crédito habitacional

O novo presidente da Caixa Econômica Federal afirmou ainda, após cerimônia de posse no Palácio do Planalto, que a classe média terá de pagar juros de mercado para o financiamento habitacional.

Segundo ele, serão juros maiores do que os oferecidos nas operações do Minha Casa Minha Vida, programa habitacional que conta com juros subsidiados para a população de baixa renda.

“Se hoje você tem zero de empréstimo para pessoas de classe média, não vão ser os juros do Minha Casa Minha Vida. Quem é classe média tem de pagar mais. Ou vai buscar no Santander, Bradesco, Itaú. E vai ser um juros de mercado [na Caixa Econômica Federal]. A Caixa vai respeitar os juros de mercado”, afirmou.

O novo presidente da Caixa também disse que vai “vender” até R$ 100 bilhões em operações de crédito imobiliário que a instituição possui aos agentes do mercado como forma de obter mais recursos.

Esse tipo de operação é conhecida como “securitização”, uma prática que consiste em agrupar esses ativos, convertendo-os em títulos que podem ser negociados no mercado de capitais.

“A Caixa vai passar a ser uma originadora de crédito imobiliário, mais do que reter no balanço. Esse é um tempo de anos. Não vai acontecer em dois, três, quatro anos. O objetivo nos próximos dez anos é que a Caixa passe a originar 70% do crédito, mas venda uma parte relevante. É assim que é salutar”, declarou.

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