Ícone do site Jornal O Sul

A carreira de direito ganhou mais fama e interessados com a Operação Lava-Jato: O estrelato dos advogados e juízes atrai os jovens

Nos últimos cinco anos, o número de matrículas em cursos de direito pelo País cresceu 35%, segundo dados do Censo da Educação Superior, do MEC. (Foto: Reprodução)

As operações anticorrupção, como a Lava-Jato, deram visibilidade a todas as áreas de atuação do direito. Do estrelato do juiz Sergio Moro aos advogados de defesa que aparecem com frequência na mídia, os cargos que podem ser exercidos por quem faz essa graduação estão em evidência.

Nos últimos cinco anos, o número de matrículas em cursos de direito pelo País cresceu 35%, segundo dados do Censo da Educação Superior, do MEC. A carreira é a mais popular do país com 214.562 matriculados em 2015.

“Anos atrás, sabíamos bem quem estava na seleção brasileira de futebol. Hoje é mais fácil saber a escalação do Superior Tribunal Federal”, diz Roberto Dias, coordenador da Escola de Direito de São Paulo da FGV. Para ele, contribui ainda para o maior interesse no curso a autonomia do Ministério Público em discussões de temas que ganham destaque na mídia.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie foi uma das que viram o interesse crescer. No vestibular de inverno deste ano, a concorrência em direito foi de 16 candidatos por vaga – a média é de 10.

“As operações dão evidência ao curso, e a crise leva alunos a escolher uma graduação com boas perspectivas na iniciativa pública e privada”, afirma Carlos Eduardo Camillo, coordenador do curso de direito do Mackenzie. Foi a motivação de Fernanda Bueloni, 31, aluna do último semestre de direito na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas).

Formada em biologia com mestrado em ecologia, não encontrou boas oportunidades no mercado de trabalho. Entrou no direito para prestar concursos públicos, mas se apaixonou pela carreira privada e pelo direito ambiental. “No direito, o bom profissional encontra espaço e é reconhecido”, diz.

Destacam-se profissionais com visão multidisciplinar e capacidade de agir de forma preventiva. “O objetivo central é formar um arquiteto de resolução de problemas, muito mais do que alguém que apenas saiba o que está na lei”, afirma Dias.

Pensando nisso, os cursos têm incluído novas disciplinas. A FGV, por exemplo, oferece uma matéria de raciocínio lógico, com a produção de software, e atividades ligadas à diversidade. Também investe em grupos de pesquisa e participação em competições e cortes internacionais.

Sair da versão mobile