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A China foi convidada a sediar duas corridas de Fórmula 1 em Xangai nesta temporada

O Grande Prêmio da China deveria ter ocorrido no circuito de Xangai em abril, mas foi adiado. (Foto: Issei Kato/Reuters)

A China foi convidada a sediar duas corridas de Fórmula 1 em Xangai nesta temporada, mas nenhuma decisão foi tomada sobre a possibilidade de aceitar a oferta, disse o chefe da Administração de Esportes de Xangai à mídia local.

O Grande Prêmio da China deveria ter ocorrido no circuito internacional de Xangai em 19 de abril, mas foi adiado para mais à frente no ano devido ao surto de coronavírus.

A Administração de Fórmula 1 (FOM) ainda espera realizar 15 a 18 corridas este ano e anunciou um cronograma europeu provisório revisado e abreviado, que começa na Áustria em 5 de julho sem torcedores.

“A FOM nos perguntou se é possível Xangai realizar duas corridas”, disse o diretor da Administração de Esportes de Xangai, Xu Bin, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

“Não tomamos a decisão final, dependendo das possíveis mudanças da situação epidêmica”, completou.

O novo coronavírus surgiu na cidade chinesa de Wuhan no final do ano passado e já infectou mais de 8 milhões de pessoas em todo o mundo.

Surto em Pequim

As autoridades de Pequim diagnosticaram 27 novos casos de infecção por coronavírus nas últimas 24 horas, elevando para 106 o número de pessoas com a Covid-19 em cinco dias. A situação da epidemia em Pequim é “extremamente grave”, disse o porta-voz do prefeito nesta terça-feira (16), depois que centenas de pessoas foram infectadas desde a semana passada, na capital chinesa.

Pequim está “correndo contra o relógio” diante do novo coronavírus, disse o porta-voz do prefeito, Xu Hejian, à imprensa. A cidade de 21 milhões de habitantes intensificou os esforços contra a Covid-19 e atualmente tem capacidade para realizar mais de 90 mil testes de diagnóstico por dia.

Esse surto epidêmico despertou o medo de uma “segunda onda” da pandemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que estava acompanhando a situação em Pequim “de muito perto” e mencionou o possível envio de mais especialistas nos próximos dias.

O surto começou no gigantesco mercado atacadista de Xinfadi, um dos maiores da Ásia, onde o vírus foi detectado na semana passada. Desde então, outros quatro mercados da capital foram fechados total ou parcialmente e cerca de trinta áreas residenciais foram colocadas em quarentena. Os alunos do ensino fundamental e do primeiro ciclo do ensino médio podem retomar as aulas em casa.

O recrudescimento de casos da Covid-19 na China é acompanhado com atenção pelas autoridades europeias. O espaço Schengen de livre circulação, que inclui 22 países do bloco, acaba de reabrir suas fronteiras internas, para tentar salvar a temporada turística do verão.

A França reabriu seus bares e restaurantes, depois de constatar um recuo constante da epidemia desde meados de maio. “O pior ficou para trás”, declarou o ministro francês da Saúde, Olivier Verán.

A maior parte dos países europeus elaborou planos para confinar novamente as populações, caso surjam surtos localizados de coronavírus. Uma segunda onda da pandemia seria catastrófica para a economia europeia, que enfrenta a pior recessão de sua história.

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