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A defesa de Lula pede para o Supremo Tribunal Federal trancar três ações penais contra o ex-presidente

Nos três casos Lula é acusado pelo Ministério Público de ter recebido vantagens indevidas da Odebrecht. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

 Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediram ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determine o trancamento de três ações penais a que o ex-presidente responde. Caso o pedido não seja aceito, a defesa de Lula pede ao menos que as provas obtidas no acordo de leniência da Odebrecht não sejam utilizadas, porque os advogados alegam que não tiveram acesso a todos os dados do acordo.
As ações que a defesa do ex-presidente quer que sejam interrompidas tratam do sítio de Atibaia, do prédio do Instituto Lula e de doações feitas ao mesmo instituto. Nos três casos Lula é acusado pelo Ministério Público de ter recebido vantagens indevidas da Odebrecht. O ex-presidente nega as acusações.

No mês passado, o ministro Edson Fachin, do STF, determinou o envio desses processos, junto a uma quarta ação, para a Justiça do Distrito Federal. A remessa das ações, contudo, ainda não foi formalizada, de acordo com Cristiano Zanin, um dos advogados do petista. Na mesma decisão, Fachin anulou duas condenações de Lula: uma justamente no caso do sítio de Atibaia, e outra no do triplex do Guarujá.

O novo pedido, apresentado na segunda-feira (12) ao STF, foi endereçado a Lewandowski porque ele é o relator de uma ação que trata sobre o tema. Os advogados do ex-presidente afirmam que decisões do ministro garantindo acesso a elementos do acordo da Odebrecht não foram cumpridas.

A defesa alega que “não há desfecho legítimo a uma persecução penal sem ampla defesa, e não há ampla defesa sem o pleno exercício da Defesa Técnica, o que inclui, logicamente, acesso a quaisquer provas que se relacionem ao imputado assistido, faz necessário que seja declara a inutilização dos elementos oriundos do acordo de leniência da Odebrecht”.

Julgamento

Quarta-feira os holofotes se concentrarão no STF, com dois julgamentos pelo plenário marcados para o mesmo dia: o da decisão de Luís Roberto Barroso, mandando o Senado instalar a CPI da Pandemia; e a liminar dada por Edson Fachin anulando as condenações de Lula em Curitiba.

O caso da CPI será julgado primeiro. E a previsão dos ministros é que se resolva rápido (com a manutenção da decisão de Barroso).

Em seguida, o caso Lula entra na roda. Mas neste caso a previsão é que o julgamento não só se estenda para o dia seguinte como também para a semana que vem.

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