A empresa de dados de crédito Experian disse nesta segunda-feira (8) que continua investigando se os dados pessoais de milhões de pessoas no Brasil que foram encontrados ilegalmente para venda online podem estar relacionados a vazamento de sua subsidiária no Brasil, a Serasa.
A Experian, listada no Reino Unido, o maior grupo de dados de crédito do mundo, disse que até agora descobriu que os dados oferecidos para venda incluem fotos, detalhes de previdência social, registros de veículos e dados de login de mídia social, que a Serasa não coleta ou mantém.
“Apesar de exaustivas investigações até o momento, não háevidências de que nossos sistemas de tecnologia foram comprometidos”, disse a empresa.
Notícias locais no Brasil disseram que pesquisadores de segurança cibernética descobriram em janeiro que os dados pessoais de mais de 200 milhões de pessoas podem ter sido vazados e colocados à venda online, mas não está claro de onde os dados vieram.
A Experian disse não haver evidências de que dados de crédito positivos ou negativos tenham sido obtidos ilegalmente da Serasa. A Equifax, rival da Experian nos Estados Unidos, anunciou em 2019 o maior acordo em processo relacionado a vazamento de dados.
A empresa aceitou pagar até 700 milhões de dólares para encerrar investigações sobre violação maciça de dados em 2017 de clientes nos EUA, Reino Unido e Canadá e para reembolsar consumidores prejudicados.
Inquérito
Recentemente, a PF (Polícia Federal) abriu inquérito para investigar o megavazamento de dados de cidadãos e autoridades na internet. A decisão veio após a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) pedir investigação da divulgação de informações de mais de 223 milhões de brasileiros, incluindo pessoas já falecidas. O vazamento é considerado o maior da história do Brasil.
O vazamento inclui informações como Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs); dados cadastrais e situações econômicas, fiscais e previdenciárias; perfis em redes sociais; escore de crédito; e fotografias pessoais. No último 28, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), de São Paulo, informou ter notificado a empresa Serasa Experian pedindo explicações sobre o megavazamento.
Posteriormente, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, pediu providências ao ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça. A pasta confirmou que a investigação está sendo conduzida pela PF. As informações são da agência de notícias Reuters e do jornal Correio Braziliense.
