Primeiro foi o aluguel. Agora, são os preços de serviços que fazem parte do dia a dia: a conta de luz, o bilhete do trem ou do metrô e a tarifa da telefonia. A escalada do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), que acumula alta de 28,94% nos 12 meses encerrados em fevereiro, pressiona o bolso de consumidores e de empresas, que encontram dificuldade para repassar reajustes tão altos em um cenário de crise econômica.
O impasse chegou a tal ponto que as próprias concessionárias já pedem alternativas para substituir o indicador em seus contratos.
Não é tarefa simples. Com forte influência do dólar, por muito tempo, o IGP-M foi considerado o fator de correção mais atraente para os investidores.
Para as empresas, é um desafio encontrar uma forma de equacionar a queda na demanda em razão da crise, a necessidade de correção dos contratos e a pressão nos custos.
Em muitos setores da infraestrutura, o IGP-M rege os contratos de serviços prestados e insumos pelos fornecedores das concessionárias.
A diferença em relação a outros indicadores é grande. O IPCA, índice oficial de inflação, acumula alta de 5,2% em 12 meses acumulados até fevereiro.
