País com forte tradição católica e intenso movimento de turistas, a Espanha adotou uma série de medidas restritivas para tentar evitar que o feriado de Páscoa provoque uma nova escalada na pandemia de coronavírus. O temor das autoridades é que a celebração da Semana Santa leve a um aumento significativo no número de contágios da doença, assim como ocorreu após o Natal.
As tradicionais procissões de Páscoa da Espanha, que costumam atrair multidões de fiéis e turistas, não vão acontecer neste ano, como já era esperado. Mas até as pequenas celebrações em família estão sendo afetadas por uma série de medidas que têm como objetivo evitar uma aceleração dos casos de coronavírus.
A principal restrição é a de mobilidade entre as comunidades autônomas, que impuseram controles para evitar a entrada de pessoas vindas de outras regiões do país. Comparando com o Brasil, é como se as viagens entre um estado e outro ficassem proibidas. As únicas exceções são as ilhas Baleares e Canárias, que também se fecharam para o turismo local, mas permitem a entrada de moradores que estejam voltando do continente e pessoas que cumpram outras condições bem específicas.
Além disso, entrou em vigor um toque de recolher que vai das 22h ou 23h, dependendo da comunidade, até as 6h da manhã. As aglomerações continuam vetadas, porém com regras mais rígidas. As pessoas estão proibidas de receber visitas em casa e, na rua, os encontros foram limitados a grupos de seis pessoas ao ar livre ou de quatro em lugares fechados.
