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A ex-ministra Simone Tebet entrou para a lista de mulheres cotadas para ser ministra do Supremo

Mestre em direito pela PUC de São Paulo, ela já presidiu a CCJ do Senado e deu aula em diferentes universidades. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP) passou a integrar a relação de mulheres cotadas para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). O nome da ex-ministra já foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por apoiadores de sua possível indicação, que defendem sua escolha para uma das vagas que deverão ser abertas na Corte nos próximos anos.

Até o encerramento de seu atual mandato, Lula poderá indicar três novos ministros para o Supremo. A primeira vaga surgiu com a saída de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025. As outras duas serão abertas em razão das aposentadorias compulsórias de Luiz Fux, prevista para abril de 2028, e de Cármen Lúcia, que deverá deixar o cargo um ano depois, em 2029.

Tebet reúne experiência acadêmica e política que são mencionadas por seus apoiadores como características relevantes para uma eventual indicação. Ela é mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), já esteve à frente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal e também atuou como professora em diferentes instituições de ensino superior.

A trajetória política da ex-ministra inclui a candidatura à Presidência da República nas eleições de 2022. Naquele pleito, ela se aproximou de Lula ao declarar apoio ao petista durante o segundo turno da disputa contra Jair Bolsonaro. Posteriormente, integrou o governo federal como ministra do Planejamento. Neste ano, também disputou uma vaga no Senado por São Paulo, mas não obteve votos suficientes para se eleger.

Segundo aliados do presidente, Lula já tomou a decisão de indicar pelo menos uma mulher para ocupar uma das futuras vagas no Supremo. Entretanto, ainda não há definição sobre qual das possíveis candidatas será escolhida nem sobre qual cadeira poderá receber uma indicação feminina.

Além de Simone Tebet, outro nome mencionado nas articulações é o da ministra Daniela Teixeira, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A magistrada também aparece entre as mulheres consideradas para uma eventual nomeação ao STF.

O processo de escolha, porém, envolve outros nomes. Neste ano, Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga deixada por Barroso. A indicação, contudo, foi rejeitada pelo Senado Federal, responsável por analisar e aprovar os nomes escolhidos pelo presidente da República. Apesar da derrota, Lula já sinalizou a intenção de reapresentar o nome de Messias para uma nova apreciação dos senadores.

Outro possível indicado é Rodrigo Pacheco, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O nome do ex-presidente do Senado é defendido pelo atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e também conta com manifestações favoráveis de integrantes do próprio Supremo. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)

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