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A frustração da CPMI do INSS com a suspensão da quebra de sigilo de amiga de Lulinha

Reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino que impediu a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de ter acesso às quebras de sigilo bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger frustrou os planos da bancada de oposição.

Os parlamentares tinham a expectativa de que as informações das movimentações bancárias da amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pudesse revelar segredos da relação entre ela e o filho do presidente.

Os parlamentares acham improvável que Lulinha deixasse rastros em suas contas de eventual ligação com o esquema que desviou 4 bilhões de reais das aposentadorias dos idosos.

Na semana passada, a CPMI do INSS aproveitou um cochilo dos governistas para aprovar os requerimentos que pediam a quebra dos sigilos tanto de Roberta Luchsinger quanto do filho de Lula. A sessão acabou em confusão generalizada, com xingamentos e até troca de sopapos.

Lideranças aliadas de Lula no Congresso chegaram a acionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar impedir que a cúpula da CPMI do INSS tivesse acesso às movimentações financeiras de Lulinha, mas não tiveram sucesso.

Assim como Roberta, Lulinha se utilizou de advogados para tentar reverter a decisão por via judicial. Flávio Dino revogou as quebras da empresária e do filho do presidente, sob o argumento de que esses requerimentos foram aprovados pela CPMI do INSS sem a fundamentação necessária.

Apesar disso, parte das movimentações financeiras de Lulinha acabaram vindo a público e revelaram que uma das contas do filho do presidente movimentou 19,5 milhões de reais entre 2022 e 2026,

Amiga de Lulinha e da família do presidente, Roberta Luchsinger passou a ser investigada pela PF e pela CPMI do INSS por ter mantido relações comerciais com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como principal operador das fraudes nas aposentadorias. Ela e Antunes tinham interesse em destravar um processo de fabricação e venda de cannabis ao governo.

A polícia descobriu ainda indícios de que o filho de Lula mantinha relação com o lobista nesse projeto. Os dois viajavam juntos e participavam de festas. Antunes teria contratado Lulinha para ajudar a viabilizar o tal projeto junto ao Ministério da Saúde. As informações são da revista Veja.

 

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