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A história é implacável!

O atleta revelou em um bilhete que não queria voltar para o seu país e esperava encontrar emprego no Japão. (Foto: Divulgação)

A 100 dias dos Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro “entra na reta final olímpica parecendo mais uma clássica república de bananas do que uma economia emergente moderna a ponto de assumir seu lugar entre as principais do mundo”, segundo reportagem na edição impressa do jornal britânico The Guardian.

Para somar ao nosso stress diário com as questões de sobrevivência inerente a vida num sistema excludente e opressor, ainda precisamos conviver e suportar os micos internacionais provocados pelo jeitinho brasileiro! No reino do “não dá nada” licitações são editadas contratos são firmados e daí surge o salve-se quem puder.

É preciso que se repita que as obras no Brasil são pagas com dinheiro público, grana tirada do bolso do contribuinte, mas a construção fica a cargo das empresas privadas! Dessa relação legal e obrigatória por lei nasce a propina, o sobre preço a corrupção! No reino do “não dá nada” ninguém responde por essa realidade com perda de bens e cadeia. Daí, temos obras atrasadas, mal feitas perigosas e assassinas, com a ciclovia carioca.

Mas o ‘mico’ internacional não fica restrito a essa tragédia moral cotidiana. O texto lista de problemas nacionais – queda drástica do PIB, votação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, escândalo de corrupção e epidemia do vírus da zika – que, segundo o jornal, dão tom de “melancolia” à contagem regressiva para o Rio 2016.

O The Guardian ainda cita problemas locais, como a poluição na Baía da Guanabara, e “declarações a favor da tortura, da misoginia e da ditadura militar feitas pelo político mais votado da cidade, Jair Bolsonaro”. Vamos indo na contramão da história como sempre. Temos que refletir como foram abordados temas como aborto, combate à homofobia, questão racial e, mais recentemente, maioridade penal, os quais tem tudo a ver com essa perspectiva de intolerância que agora tem uma representação política mais bem definida. Os fascistas estão vencendo!

A cogitação de eleições gerais parece seduzir uma boa parcela dos eleitores mais atentos. Sou contra! Dilma Roussef vitima de um impeachment legal mas ilegítimo precisa lutar até o fim pelo seu cargo conquistado com o voto de mais de 54 milhões de eleitores. Deve ir até o Supremo Tribunal Federal! Chamar eleições significa admitir um erro que ela não cometeu.

Sair vítima de um golpe será melhor para o crescimento da consciência da cidadania! Os apoiadores da ditadura e do golpe de 1964 tiveram que admitir e pedir perdão pelo seu erro! Esse é tenho convicção o futuro daqueles que hoje atuam ou aplaudem o momento vergonho de nossa história! História que é implacável! Quem viver verá!

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