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A idade média dos atingidos pelo coronavírus na Itália cai para 43 anos

As regiões mais populosas do norte da península, entre elas Lombardia com Milão, e Lacio com Roma, serão classificadas como "áreas vermelhas" a partir desta segunda-feira. (Foto: Reprodução)

O Instituto Superior de Saúde (ISS), órgão ligado ao governo italiano, informou que a idade média das pessoas que contraem o novo coronavírus (Sars-CoV-2) caiu para 43 anos – bem diferente do início da pandemia, quando a maior quantidade de casos era registrada em pessoas acima dos 60 anos.

Segundo um relatório apresentado, 61% das 5.569 infecções entre 20 de junho e 20 de julho ocorreram em pessoas com menos de 50 anos.

Para se ter uma ideia, no período analisado, 50,2% dos infectados tinham entre 19 e 50 anos e 10,8% tinham menos de 18 anos. Já 22,8% dos contaminados estavam na faixa etária dos 51 a 70 anos e só 16,2% tinha mais de 70 anos.

Outra inversão importante constatada é que a Covid-19 está avançando mais entre homens: eles representaram 53% dos positivos para o Sars-CoV-2. No início da pandemia, o índice não passava dos 46%.

A mudança ocorre em um momento em que a economia da Itália foi reaberta e, portanto, que mais pessoas começaram a sair para trabalhar e para diversão. Apesar da queda da idade nos contágios, o país vem conseguindo controlar a curva de contágios de maneira eficiente.

No caso dos óbitos, o ISS não divulgou uma análise atualizada com o perfil das vítimas. O último relatório foi publicado no dia 9 de julho e mostra que a idade média das pessoas que faleceram está em 80 anos. Naquele dia, o órgão apontava que “a idade média dos pacientes mortos, com teste positivo para o Sars-CoV-2, é 20 anos mais alta do que a dos pacientes que tiveram a infecção”.

Maior número

A Itália registrou nesta quarta-feira (22) 282 novos casos do coronavírus Sars-CoV-2, maior número desde 25 de junho, quando o país havia contabilizado 296 contágios em um dia.

Com isso, segundo boletim do Ministério da Saúde, o total de pessoas já infectadas pelo vírus na Itália chegou a 245.032. O balanço desta quarta também registra nove mortes em 24 horas, seis a menos que na última terça-feira (21). A pandemia já fez 35.082 vítimas no país.

Em termos absolutos, o maior aumento nos novos casos nesta quarta se deu na Emilia-Romagna, com 57 contágios em um dia, seguida pela Lombardia (51), epicentro da crise na Itália, e do Vêneto (36). As únicas regiões sem novas infecções são Abruzzo, Puglia e Vale de Aosta.

A Itália ainda registra 197.628 pacientes curados, o que significa 80,65% dos contágios já certificados, e 12.322 casos ativos, estatística que voltou a subir nesta quarta-feira (+74).

Desse total, 48 estão internados em UTIs, um a menos que em 21 de julho. Metade das 20 regiões da Itália tem pacientes em terapia intensiva: Lombardia (17), Lazio (nove), Emilia-Romagna (sete), Piemonte (seis), Sicília (três), Vêneto (dois), Abruzzo (um) Campânia (um), Marcas (um) e Toscana (um).

O país também tem 11.550 pacientes em isolamento domiciliar e 724 em acompanhamento hospitalar, mas fora da UTI.

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