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A Igreja Católica alterou a sua doutrina sobre a pena de morte, que passa a ser considerada inadmissível em todos os casos

Papa criticou o modo como líderes católicos lidaram com as denúncias de abuso sexual. (Foto: Reprodução)

Por ordem do papa Francisco, a Igreja Católica alterou a sua doutrina sobre a pena de morte, que passa a ser considerada inadmissível em todos os casos, anunciou o Vaticano nesta quinta-feira (02). A mudança foi incluída no Catecismo da Igreja Católica, a compilação oficial da doutrina da religião.

“A Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, e se compromete com determinação por sua abolição em todo o mundo”, afirmou o pontífice em uma audiência com o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão responsável pela defesa das tradições católicas.

Antes disso, a Igreja já era crítica da pena de morte, mas autorizava o seu uso em algumas circunstâncias, quando “era o único jeito possível de defender efetivamente a vida humana conta agressões injustas”, dizia a doutrina. Mas desde o papa João Paulo II, morto em 2005, a Igreja já vinha restringindo o apoio à prática e Francisco já tinha condenado seu uso publicamente.

Segundo o novo comunicado, a antiga regra já não funcionava mais porque há novas formas de proteger a sociedade. “Há um entendimento cada vez maior de que a dignidade da pessoa não está perdida mesmo após a prática de crimes muito sérios”, diz o texto. “Além disso, surgiu um novo entendimento sobre o significado das sanções penais impostas pelo Estado. Por último, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que asseguram a devida proteção aos cidadãos, mas ao mesmo tempo, não privam definitivamente os culpados da possibilidade de resgate.”

Abusos sexuais

O papa aceitou a renúncia o bispo australiano Philip Wilson, de 67 anos, que foi condenado por acobertar casos de abuso sexual contra crianças, anunciou o Vaticano na segunda-feira (30).

Em julho, o tribunal da cidade de Newcastle condenou o ex-arcebispo de Adelaide a 12 meses de prisão por acobertar casos de pedofilia. Em seu veredicto, o juiz Robert Stone afirmou que ele não relatou à polícia os abusos a dois meninos no altar de uma igreja em Hunter Valley, ao norte de Sydney, atribuídos ao sacerdote James Fletcher, na década de 1970. Fletcher foi declarado culpado de nove casos de abuso sexual contra menores e morreu em 2006 na prisão, quando cumpria uma condenação de quase oito anos.

A Santa Sé anunciou no sábado (28) que o papa Francisco aceitou a renúncia do cardeal norte-americano Theodore McCarrick, de 88 anos. O religioso, que também é arcebispo emérito de Washington, foi acusado de abuso sexual nos Estados Unidos.

“O Santo Padre recebeu a carta do cardeal McCarrick, arcebispo emérito de Washington que apresentou sua renúncia como membro do Colégio dos Cardeais”, disse o comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do Vaticano.

“Papa Francisco aceita a renúncia do Colégio Cardinalício e ordenou sua suspensão de qualquer ministério público, com a obrigação de permanecer em uma casa, em uma vida de oração e penitência até que as alegações contra ele sejam examinadas em um julgamento canônico regular “, acrescentou o texto.

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